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Fachin arquiva relatório da PF que apontava suspeição de Toffoli no caso Master

Fachin arquiva relatório da PF que apontava suspeição de Toffoli no caso Master

Fachin arquiva relatório da PF que apontava suspeição de Toffoli no caso Master

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, neste sábado (21), a petição de suspeição que questionava a imparcialidade do ministro Dias Toffoli como relator da investigação sobre as irregularidades do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A petição de suspeição foi instaurada por Fachin com base em um relatório da Polícia Federal que fazia menções a Toffoli encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório foi entregue ao presidente do STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em 9 de março.

No relatório, foram encontradas menções a Toffoli em mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá.

Ministro do STF, Dias Toffoli (Foto: Reprodução/STF)

No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo realizaram uma reunião para discutir o relatório apresentado pela PF. Após a reunião, eles emitiram uma nota na qual afirmaram não encontrar motivos para declarar Toffoli suspeito. Ao mesmo tempo, informaram que Toffoli decidiu voluntariamente abrir mão da relatoria, em respeito aos “altos interesses institucionais” envolvidos no caso.

Os dez ministros do STF concluíram que “não havia fundamento para a petição de suspeição” e reconheceram “a total validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli” durante a condução do inquérito do Master.

O arquivamento da petição de suspeição por Fachin neste sábado foi uma consequência do que foi decidido naquela reunião.

Caso Master

As investigações sobre possíveis irregularidades na administração do Banco Master chegaram ao STF em dezembro. Naquela ocasião, o ministro Dias Toffoli determinou que o processo fosse encaminhado à Suprema Corte devido à menção indireta a um deputado federal.

A investigação teve início na Justiça Federal em Brasília e tratava da aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

No decorrer do inquérito, Toffoli ordenou a realização de uma acareação no penúltimo dia do ano e, já em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações.

No mês passado, o ministro também autorizou uma operação da Polícia Federal em outra frente investigativa, relacionada a um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e fundos de investimento administrados pela Reag.

Após Toffoli se afastar da relatoria do caso, o inquérito foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça, que se encontrará, nesta segunda-feira (23), com delegados da PF para discutir a investigação das fraudes bilionárias do Banco Master e de Daniel Vorcaro.

A reunião está marcada para a tarde e contará com a participação de investigadores da DICOR (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção), responsável pelo caso na PF.

O objetivo do encontro é analisar as informações já apresentadas pela PF ao STF sobre o andamento da investigação e planejar os próximos passos do caso, incluindo quebras de sigilo.