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Ex-senador exercia influência na Codevasf para direcionar emendas, diz Dino

Ex-senador exercia influência na Codevasf para direcionar emendas, diz Dino

Ex-senador exercia influência na Codevasf para direcionar emendas, diz Dino

A determinação do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a operação realizada nesta quarta-feira (25) sobre uso indevido de verbas destinadas a emendas parlamentares, revela que o ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho exercia influência e controle sobre a Codevasf para direcionar emendas, mesmo após encerrar seu mandato.

De acordo com Flávio Dino, com base em informações da Polícia Federal, “os indícios coletados apontam que, mesmo após sua saída do ministério, o então Senador FERNANDO BEZERRA COELHO, assim como o Deputado Federal FERNANDO FILHO, continuaram a exercer considerável influência naquela entidade, especialmente na nomeação de líderes, na liberação de recursos por meio de emendas parlamentares e termos de execução descentralizada (TED) destinados à referida companhia, além da execução dos contratos resultantes desses repasses”.

O ex-senador e seu filho, deputado federal, foram alvos de investigação da Polícia Federal nesta quarta. Segundo a PF, Bezerra desempenhava um papel central em um esquema de desvio de verbas parlamentares.

Fernando Bezerra Coelho já ocupou cargos como ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff (PT), deputado estadual, deputado federal, prefeito por três mandatos e senador, além de ter sido líder do governo Jair Bolsonaro (PL) no Senado Federal.

Segundo a Polícia Federal, uma empresa de engenharia associada ao grupo recebeu R$ 190 milhões em contratos por meio desse esquema de desvios.

A PF aponta que a Liga Engenharia foi beneficiada com 158 empenhos, totalizando um valor empenhado de R$ 190.532.712,72, dos quais R$ 189.894.762,94 foram liquidados e R$ 189.753.377,95 efetivamente pagos.

“Somente no ano de 2024, a Prefeitura de Petrolina [PE] e a Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina empenharam e liquidaram R$ 59.872.865,64 em favor da referida empresa, dos quais R$ 59.768.124,42 foram pagos. Esses dados e valores estão disponíveis no portal Tome Contas do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco”, conforme a decisão de Dino.

A defesa do ex-senador e do deputado informou que ainda não teve acesso aos autos para se manifestar. A CNN está tentando contato com os demais envolvidos mencionados.

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