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Eu também quero ajuda da OAB. Por Moisés Mendes

Eu também quero ajuda da OAB. Por Moisés Mendes

Eu também quero ajuda da OAB. Por Moisés Mendes

Eu também quero ajuda da OAB. Por Moisés Mendes

O pedido da Ordem dos Advogados do Brasil ao Supremo Tribunal Federal para encerrar o inquérito das fake news, aberto em março de 2019, é relevante. Iniciado após a posse do governo de Bolsonaro, o inquérito investiga o gabinete do ódio, responsável pela disseminação de mensagens em massa e atos antidemocráticos.

No início, o foco estava em figuras como Carlos Bolsonaro, Abraham Weintraub, Bia Kicis, Sara Winter, Luciano Hang, Daniel Silveira, Allan dos Santos e Carla Zambelli. Posteriormente, o escopo se expandiu. No entanto, a atenção da OAB parece se concentrar apenas nas figuras da extrema direita, sem considerar os cidadãos comuns envolvidos em inquéritos intermináveis.

O empresário Luciano Hang, conhecido como “véio da Havan”, está envolvido desde o início no inquérito das fake news, além de outras investigações. Ele se beneficia da morosidade da Justiça, enquanto muitos réus, especialmente ativistas de extrema direita, enfrentam processos sem desfecho.

A maioria prefere silenciar diante do poder e influência de Hang. Alguns, por covardia. Enquanto isso, jornalistas e profissionais críticos ao empresário são ignorados pela OAB, que parece priorizar políticos ligados ao bolsonarismo.

A Ordem dos Advogados do Brasil deveria se preocupar mais com a paralisia da Justiça que afeta cidadãos comuns e menos com poderosos que ameaçam a democracia. No entanto, a postura da OAB sugere o contrário.

O autor destaca a disparidade de tratamento nos processos envolvendo figuras como Luciano Hang, a Folha de S.Paulo e celebridades, questionando a imparcialidade da Justiça catarinense.

A preocupação da OAB com o inquérito das fake news, que envolve figuras condenadas por crimes golpistas, contrasta com a falta de atenção a réus comuns prejudicados pela lentidão do sistema judiciário.

Esses processos, embora da área cível, muitas vezes arrastam-se até a prescrição. O autor questiona por que a OAB defende os investigados no inquérito das fake news, mas ignora os cidadãos comuns prejudicados pela ineficiência judiciária.

Publicado no Blog do Moisés Mendes

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