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Caso Master: CPI do Crime convoca Vorcaro, Campos Neto e Paulo Guedes

Caso Master: CPI do Crime convoca Vorcaro, Campos Neto e Paulo Guedes

Caso Master: CPI do Crime convoca Vorcaro, Campos Neto e Paulo Guedes

Por Lucas Pordeus León – Agência Brasil

Durante a sessão de quarta-feira (25) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, diversos requerimentos foram aprovados, incluindo a convocação do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e do ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes.

É importante ressaltar que a convocação de uma pessoa pela CPI é obrigatória, podendo a Comissão solicitar a condução coercitiva do depoente ou investigado em caso de ausência.

Além disso, a CPI quebrou os sigilos fiscal e bancário do Banco Master e de sócios de Vorcaro, bem como convocou outros dirigentes do banco investigado por supostas fraudes que totalizam entre R$ 17 e 50 bilhões.

Os sigilos da Reag Investimentos, empresa liquidada pelo BC em janeiro deste ano por suspeita de envolvimento nas irregularidades do Banco Master, também foram quebrados.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a Comissão dá início a uma nova etapa das investigações relacionadas ao crime organizado.

A CPI também aprovou convites aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.

Outros convites aprovados no contexto das investigações do Banco Master foram direcionados ao ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao atual presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

Ex-ministros da Cidadania

Requerimentos para a convocação dos ex-ministros da Cidadania do governo Bolsonaro, João Roma e Ronaldo Vieira Remo, foram aprovados, tornando obrigatória a presença deles na CPI.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) argumentou que as convocações dos ex-ministros da Cidadania são fundamentais devido a possíveis indícios de conexão com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Desregulação sob Campos Neto

O pedido aprovado de convocação do ex-presidente do BC Campos Neto aponta que a flexibilização do mercado financeiro no governo Bolsonaro teria facilitado a ocorrência de fraudes como as do Banco Master.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) destacou que Vorcado buscou autorização para atuar no sistema financeiro ao longo da década de 2010, obtendo a aprovação somente durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, em outubro de 2019.

O requerimento apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) menciona resoluções do Banco Central durante a gestão de Campos Neto que contribuíram para a desregulamentação do sistema financeiro.

A oposição contestou a convocação de Campos Neto, alegando motivação político-eleitoral, uma vez que o ex-presidente do BC foi nomeado no governo Bolsonaro, conforme destacou o senador Marco Rogério (PL-RO).

Paulo Guedes

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), ao justificar a convocação do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, mencionou a necessidade de investigar se as políticas de flexibilização do mercado financeiro entre 2019 e 2022 propiciaram um ambiente para a lavagem de dinheiro.

A convocação de Paulo Guedes também foi alvo de críticas pela oposição, que apontou um suposto uso político-eleitoral da CPI por parte de governistas, como ressaltou o senador Sérgio Moro (União-PR).

Requerimentos não aprovados

Por outro lado, a CPI rejeitou a convocação da administradora Letícia Caetano dos Reis, citada como ex-colaboradora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e irmã de um dos sócios de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, acusado de envolvimento em desvios de aposentadorias e pensões.

Também foi negado o pedido de convocação do ex-ministro do Trabalho e Previdência Social do governo Bolsonaro, José Carlos Oliveira, também conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira.

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