Celulite além do açúcar: estresse, salto alto e sal estão entre os vilões ocultos
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“Muitas mulheres seguem à risca suas rotinas de exercícios, mas negligenciam o impacto que o dia a dia pode ter na saúde da pele”, explica a dermatologista Denise Ozores
Para quem se dedica aos treinos, cuida da alimentação e ainda assim se incomoda com a celulite, pode ser comum atribuir o problema unicamente à genética. No entanto, hábitos cotidianos aparentemente inofensivos podem estar prejudicando a firmeza da pele de forma imperceptível. O estresse crônico, o uso frequente de salto alto e o consumo excessivo de sal formam uma combinação silenciosa que interfere diretamente na circulação e na retenção de líquidos, aspectos fundamentais na aparência da celulite.
A médica especialista em tratamento para celulite da Clínica Alpha View Star, dermatologista Denise Ozores (CRM SP 101677 | RQE 7349), destaca que um equívoco comum é associar a celulite apenas à gordura localizada. “A celulite é uma alteração estrutural do tecido, envolvendo inflamação, microcirculação e qualidade do colágeno. Não se resume somente a questões de peso ou prática de exercícios”, esclarece.
De acordo com a especialista, o estresse crônico eleva os níveis de cortisol, hormônio que pode afetar a retenção de líquidos e a qualidade do tecido conjuntivo. “Quando o corpo permanece em estado de alerta por longos períodos, ocorrem mudanças na circulação e na firmeza da pele, tornando as irregularidades mais evidentes”, afirma.
O uso frequente de salto alto também desempenha um papel mecânico. Denise explica que a limitação do movimento da panturrilha compromete o retorno venoso e linfático. “A panturrilha age como uma bomba natural para auxiliar o sangue a retornar. Quando esse mecanismo funciona de maneira reduzida, há maior propensão ao inchaço nas pernas e glúteos, intensificando a aparência da celulite”, explica.
Além disso, o excesso de sal potencializa esse efeito ao promover a retenção de líquidos. “O sódio estimula o inchaço dos tecidos. Quando o tecido subcutâneo está dilatado, as depressões se tornam mais visíveis”, detalha.
Para a especialista, o real impacto está na soma desses fatores. “Não se trata de um único fator prejudicial. É a combinação entre inflamação, retenção, alteração circulatória e qualidade do colágeno. Muitas mulheres ativas mantêm hábitos que contribuem silenciosamente para esse cenário”, conclui.



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