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Adeptos do sexo sem tabu fazem despedida do carnaval com festa liberal no interior de SP

Adeptos do sexo sem tabu fazem despedida do carnaval com festa liberal no interior de SP

Adeptos do sexo sem tabu fazem despedida do carnaval com festa liberal no interior de SP

Adeptos do sexo sem tabu se despedem do carnaval com festa liberal no interior de São Paulo

VÍDEO: adeptos do sexo sem tabu fazem despedida do carnaval com festa liberal em Campinas
O calendário indica que o carnaval já passou, mas em Campinas, no interior de São Paulo, o fim de semana foi marcado por uma celebração peculiar e diferente dos tradicionais blocos que atraem multidões pelo Brasil. A festa do universo liberal reuniu cerca de 650 adeptos do sexo sem restrições.
O local do evento, uma ampla chácara destinada a eventos, só foi revelado no dia aos participantes. Na entrada, uma equipe verificava a lista e distribuía pulseiras que identificavam se o participante estava sozinho(a) ou em casal, além da orientação sexual.
Apesar do público específico, compareceram pessoas de diversas regiões do Brasil, como Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), incluindo uma mulher trans que anteriormente era obreira em uma igreja evangélica.
“Era obreira por 14 anos antes de me tornar uma mulher trans. Cresci em um ambiente evangélico e hoje organizo festas liberais (…) pregava contra isso, subia ao púlpito e pregava contra isso. A liberdade é o livre arbítrio. Cristo nos ama de qualquer forma,” declarou Eduarda Feliciana, 42 anos, de São Paulo.
Atualmente, como empresária na capital, conhecida como Duda, participou pela primeira vez da festa no interior de São Paulo, descrevendo-a como o “fechamento do carnaval”.
O número de participantes surpreendeu até mesmo os frequentadores habituais do meio liberal há décadas. Maria Augusta, 58 anos, conhecida como Guta, viajou de Botucatu com o marido para participar do evento em Campinas.
“Já faz uns 20 anos que frequentamos eventos, meus cinco filhos sabem. Esta é nossa primeira vez aqui. Frequentamos festas e eventos em Bauru, e meu marido queria conhecer este. Confesso que estava apreensiva, pensei, nossa, é muita gente meu Deus do céu. Mas cheguei nervosa, porém agora estou encantada. Amei,” afirmou.
Durante a festa, preservativos estavam disponíveis logo na entrada e também na pista de dança. Os participantes, de diversas idades, corpos e gêneros, rapidamente se soltavam, trajando fantasias sensuais ou até sem peças de roupa.
Para estimular a interação entre os participantes, a festa contou com atrações especiais, incluindo um trio de amigos contratados para animar o público. Vestindo apenas sunga, eles dançavam funk e interagiam com aqueles que se mostravam receptivos.
“Nosso foco é o funk, com uma abordagem sensual. Realizamos a performance e interagimos. Se houver interesse em algo mais, estamos abertos. O dinheiro é bom, mas o prazer é o que realmente importa. Nos divertimos bastante,” destacou um dos dançarinos, 39 anos, frequentador do meio liberal há uma década.
Durante a festa liberal de carnaval, que reuniu 650 pessoas em Campinas entre a noite de sábado (28) e domingo (1), uma orgia se desenrolou em meio à pista de dança, com um colchão improvisado como palco, envolvendo dezenas de participantes sob os olhares atentos de centenas de espectadores.
Um casal de Curitiba, ambos de 44 anos, que transformou o prazer em modo de vida, compartilhou sua experiência. Costumam vender conteúdo e se apresentar em eventos, mas não deixam de desfrutar das festas.
“Sempre gostamos de nos divertir. Para nós, o carnaval é o ano inteiro, somos festeiros. Nunca estivemos em um evento com tantas pessoas assim. Vamos nos divertir bastante,” disse Rô, minutos antes de se tornar o centro das atenções na pista de dança.
Outra participante que veio de longe foi Vida Alma, 47 anos, de Belo Horizonte, que percorreu cerca de 580 km para reencontrar amigos do meio liberal que não via há muito tempo.
“Deixei Belo Horizonte e não voltei mais, estou retornando agora. São 18 anos no meio liberal,” compartilhou.
Um peruano que reside no Brasil há pouco mais de uma década soube da festa liberal por meio de um amigo e viu a oportunidade de desfrutar do carnaval, já que o trabalho o impediu de aproveitar anteriormente.
“Gosto do carnaval, mas tive que trabalhar nesse período, não pude aproveitar nada. Hoje será uma festa memorável,” prometeu.
Um casal de Bauru defendeu que estar no meio liberal significa “não se privar dos prazeres que a vida oferece”.
“Para nós, não importa o gênero, a aparência, a altura, a cor, a nacionalidade, gostamos de pessoas,” enfatizou a esposa, 42 anos.

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