Itaquaquecetuba suspende consignado com Banco Master após investigação da PF
Itaquaquecetuba suspende convênio com Banco Master após investigação da PF
Prefeitura de Itaquaquecetuba suspende parceria com Banco Master
Por Millena Matos/Prefeitura de Itaquaquecetuba
A Prefeitura de Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, interrompeu a parceria que permitia aos servidores municipais contratar empréstimos consignados com o Banco Master. A medida foi adotada de maneira preventiva pela administração municipal. O convênio esteve em vigor entre setembro de 2024 e novembro de 2025.
A decisão foi tomada após o banco se tornar alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de fraudes, desvio de recursos e possível interferência em decisões regulatórias. Além da PF, o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF) também estão investigando o caso.
Segundo a Prefeitura, a suspensão se aplica apenas a novos empréstimos. Já os descontos que ainda estão em andamento estão passando por avaliação jurídica para determinar quais medidas administrativas serão adotadas.
No acordo, o servidor realizava o empréstimo diretamente com o banco. O município descontava as parcelas na folha de pagamento, dentro do limite permitido, e repassava o valor à instituição financeira. O empréstimo consignado em Itaquaquecetuba é autorizado pela Lei Municipal nº 2.078/2001 e regulamentado pelo Decreto nº 6.545/2011.
Investigação Banco Master
O caso do Banco Master se tornou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. Essa decisão foi tomada após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considera que essa pode ser a “maior fraude bancária” do país.
No entanto, a liquidação pelo BC passou a ser questionada. O Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou uma inspeção em documentos relacionados ao processo. Enquanto isso, o BC iniciou a ser alvo de ataques digitais com o intuito de minar sua atuação. A PF está investigando pagamentos milionários a influenciadores. Diante das fraudes identificadas, é provável que o parecer técnico apoie a decisão da autoridade monetária.
O caso Master chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no final do ano passado por determinação do ministro Dias Toffoli. Como relator do assunto, ele determinou sigilo sobre todo o processo. Uma das primeiras ações foi uma acareação no tribunal.


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