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Gonet limita pagamento de penduricalhos no MP após decisão do STF

Gonet limita pagamento de penduricalhos no MP após decisão do STF

Gonet limita pagamento de penduricalhos no MP após decisão do STF

O chefe do Ministério Público Federal, Paulo Gonet, orientou os demais ramos do MP a observarem o limite constitucional de R$ 46,3 mil para o pagamento de benefícios retroativos que excedam o teto remuneratório.

Penduricalhos são vantagens financeiras que, somadas ao salário, ultrapassam o limite estabelecido pela Constituição.

A recomendação foi enviada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido por Gonet, ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (2).

No dia 27 de março, Mendes reafirmou sua decisão de proibir o pagamento de penduricalhos aos membros do Ministério Público e dos Tribunais de Justiça, e vetou a realização de reprogramações financeiras para acelerar os repasses retroativos.

O ministro também solicitou que o CNMP prestasse esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão.

Nos esclarecimentos, a corregedoria do conselho informou que a recomendação é para que não sejam efetuados pagamentos que ultrapassem o limite estabelecido.

“A recomendação estipula que o total dos pagamentos retroativos não exceda o valor mensal de R$ 46.366,19, com interrupção do pagamento após 45 dias, conforme determinado na ADI n. 6.606/MG. Fica proibida a antecipação de verbas programadas para meses seguintes, bem como qualquer reprogramação financeira para concentrar, acelerar ou aumentar os desembolsos”, afirmou o conselho.

O Supremo adiou para 25 de março a votação definitiva das decisões de Gilmar Mendes e de Flávio Dino que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes.