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Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

Estamos na mesma página sobre Irã, diz premiê da Alemanha ao lado de Trump

ISABELLA MENON
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Durante encontro com Donald Trump, o líder alemão Friedrich Merz afirmou concordar com o presidente dos EUA em relação a “afastar esse regime terrível do Irã”. O terceiro diálogo entre os dois líderes ocorreu na manhã desta terça-feira (3), na Casa Branca.

“Vamos discutir o cenário pós-queda do [regime atual]”, declarou Merz, mencionando que a alta nos preços do petróleo devido ao início do conflito está prejudicando a economia global, sendo um dos motivos para buscar encerrar a guerra rapidamente. “Esperamos que as forças armadas dos EUA e de Israel estejam trabalhando para finalizar o conflito e estabelecer um novo governo que promova liberdade e paz.”

O posicionamento de Merz surge em meio às declarações do governo Trump, afirmando ter cumprido sua parte e que agora é responsabilidade dos iranianos assumirem o controle do país. Ao lado do líder alemão, o republicano afirmou que os iranianos que os EUA consideravam para liderar o país após o conflito estão falecidos.

No início da reunião, Trump elogiou Merz e mencionou que já conversaram “um pouco sobre o Irã”. “Ele tem sido de grande ajuda e muito amigável. É uma grande honra tê-lo aqui.”
O presidente ainda abordou a situação do confronto com o Irã. “Eles [Irã] não possuem marinha, pois foi destruída. Não possuem força aérea, pois foram abatidas. Não possuem sistemas de detecção aérea ou radares. Tudo foi neutralizado. Estamos progredindo bem.”

Questionado sobre o papel da Alemanha nos bombardeios, Trump explicou que o país está permitindo que as tropas americanas “aterrissem em algumas áreas, facilitando as operações”. “Não estamos solicitando o envio de tropas em solo e coisas do tipo”.

Sobre o chanceler, Trump reiterou os elogios à sua liderança e fez comparações com a ex-primeira-ministra Angela Merkel. “Eu disse a ela que estava prejudicando o país com a questão dos imigrantes e energia. Agora temos um homem ao meu lado que é o oposto dela em relação à imigração e energia.”

Antes de viajar para Washington, Merz já havia apoiado os ataques ao Irã e demonstrado apoio aos EUA e Israel. “Este não é o momento de dar sermões aos nossos parceiros e aliados. Apesar das dúvidas, compartilhamos muitos dos seus objetivos”, afirmou em entrevista no domingo (1º) a jornalistas.

Ele destacou a legitimidade dos ataques e condenou o regime iraniano. “Percebemos o dilema de que as medidas e ações internacionais que tentamos repetidamente nas últimas décadas são claramente ineficazes contra um regime que busca armas nucleares e oprime brutalmente seu próprio povo”, disse Merz.

“O regime dos aiatolás é um regime terrorista, responsável pela opressão do povo iraniano há décadas”, afirmou o chanceler, acrescentando: “Com os EUA e Israel, compartilhamos o interesse de cessar o terrorismo desses regimes.”

Além das questões relacionadas à guerra no Irã, Merz mencionou, em entrevistas no Salão Oval, a necessidade de discutir com Trump sobre as tarifas impostas à Alemanha e também sobre o conflito na Ucrânia.

“Há muitos indivíduos mal-intencionados neste mundo, e essa é uma questão que devemos abordar. Todos desejamos ver o fim rápido dessa guerra, mas é crucial que a Ucrânia mantenha sua integridade territorial.” Após o encontro no Salão Oval, Trump e Merz devem almoçar juntos na Casa Branca.

TRUMP CRITICA REINO UNIDO E ENCERRA ACORDO COM ESPANHA

Em evento ao lado de Merz, Trump criticou a postura do Reino Unido e da Espanha em relação ao conflito com o Irã. A insatisfação de Trump ocorre após o primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciar no domingo (1º) que permitiria o uso de bases militares do país pelos EUA em relação ao Irã, mas reiterou que não participaria de “ações ofensivas” contra o país persa.

No Salão Oval, Trump expressou sua insatisfação com os britânicos. “Levamos três, quatro dias para resolver onde poderíamos aterrisar lá. Teria sido muito mais conveniente pousar lá [nas bases britânicas], em vez de percorrer muitas horas extras. Estamos bastante surpresos. Não estamos lidando com Winston Churchill.”

Já a situação com a Espanha parece ainda mais delicada. Isso ocorre porque o país negou acesso a Washington às suas bases aéreas para “qualquer atividade não prevista em tratados ou fora dos princípios da Carta da ONU”, como relatado pela imprensa espanhola. Em resposta, Trump afirmou que a Espanha “se comportou mal” e que irá “interromper todo o comércio com a Espanha. Não queremos mais negócios com eles”, declarou o presidente americano.

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