Em golpe do CPF cancelado, criminosos cobram regularização via Pix no WhatsApp
Título: Em golpe do CPF cancelado, criminosos cobram regularização via Pix no WhatsApp
Novo esquema fraudulento ameaça vítimas por meio do WhatsApp informando que o CPF está prestes a ser cancelado e exigindo pagamento imediato para regularização.
Esse golpe, antes comum por SMS e email, agora está sendo praticado pelo WhatsApp. O alerta foi emitido pela empresa de segurança Kaspersky, que identificou uma campanha em larga escala divulgando informações falsas sobre o cancelamento do CPF das vítimas.
A mensagem menciona a existência de dívidas pendentes e a ameaça de bloqueio do CPF, caso não seja feito o pagamento. Um link presente na mensagem direciona a uma página falsa do governo, onde supostamente é possível verificar os detalhes da dívida. Os golpistas oferecem um “desconto” via Pix para incentivar o pagamento rápido e a resolução da situação. Os domínios das páginas fraudulentas contêm termos como “Receita Federal”, “regularizar” e “CPF”.
Para tornar a mensagem mais convincente, os golpistas incluem informações corretas sobre a vítima. Segundo a Kaspersky, em golpes analisados, os dados como nome e número do CPF correspondiam aos reais da pessoa. No mercado negro, são comercializados acessos a bases de dados vazadas contendo informações pessoais de praticamente toda a população. Ao contrário de golpes anteriores, os textos agora são mais persuasivos devido ao nível avançado de português utilizado, muitas vezes com auxílio de inteligência artificial.
Os números utilizados pelos golpistas geralmente são de contas recém-criadas no WhatsApp. Os criminosos empregam números pré-pagos ou até mesmo se fazem passar pela identidade da Receita Federal na tentativa de ludibriar as vítimas.
A Receita Federal alerta a população que as mensagens são falsas. Em um aviso no final de janeiro, o órgão alertou sobre esse golpe, que anteriormente chegava por email, prometendo cancelamento de passaporte e contas bancárias caso o pagamento não fosse efetuado. Em um dos exemplos, os golpistas solicitavam a transferência de R$ 124,60 para regularizar a situação.
COMO EVITAR
Desconfie de mensagens suspeitas. A Receita Federal não solicita informações pessoais por email ou mensagens de texto. Os criminosos costumam criar um senso de urgência para enganar as pessoas; portanto, se algo parecer suspeito, faça uma pesquisa.
Evite clicar em links desconhecidos. Os golpistas utilizam links maliciosos para roubar dados ou instalar aplicativos ou programas prejudiciais.
Verifique a autenticidade da comunicação. Os sites do governo devem ter o endereço “gov.br”. No caso do CPF, é possível verificar a situação acessando o site da Receita Federal.
Fique atento aos pagamentos via Pix. Antes de enviar dinheiro, verifique os dados do destinatário. Pagamentos para pessoas físicas ou jurídicas desconhecidas, em vez de órgãos governamentais (no caso do CPF), são um forte indício de golpe.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)



