ex-namorada de Vorcaro vai à Justiça após ter conversas íntimas vazadas
Ex-namorada de Vorcaro levará caso à Justiça devido a vazamento de conversas íntimas
Martha Graeff, ex-companheira de Vorcaro. Foto: reprodução
A defesa da modelo e influenciadora Martha Graeff informou que está considerando tomar medidas legais após a divulgação de mensagens íntimas trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, na última quarta-feira (4). As conversas, que se espalharam pelas redes sociais, foram supostamente extraídas do celular do empresário e enviadas à CPMI do INSS, mesmo não tendo ligação com os crimes em investigação.
Em comunicado enviado à Globo, o advogado Lúcio de Constantino afirmou que a exposição das mensagens configura uma violação grave da privacidade da influenciadora. Segundo a nota, Martha Graeff estaria sofrendo uma séria violação devido à divulgação de conteúdo íntimo fora do contexto da investigação.
“A Sra. Martha Graeff, por meio de seu advogado, declara estar consternada com a grave violência que vem sofrendo, considerando a exposição evidentemente ilegal e desnecessária de mensagens fragmentadas trocadas no sagrado ambiente privado da intimidade de um casal”, declarou o comunicado.
Também foi ressaltado que a modelo não tem mantido relação com Daniel Vorcaro há meses e não está envolvida em possíveis irregularidades no caso do Banco Master. A defesa garantiu que serão tomadas todas as medidas legais necessárias para proteger os direitos da influenciadora.
O advogado afirmou que serão tomadas medidas para garantir “a proteção dos direitos de Martha, não hesitando em recorrer às medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis contra aqueles que possam violar sua integridade ou privacidade”.
Daniel Vorcaro e Martha Graeff. Foto: reprodução
A defesa argumenta ainda que a divulgação das mensagens não contribui para a investigação criminal e pode representar uma violação de garantias constitucionais relacionadas à intimidade e à vida privada.
“Na verdade, tal disseminação serve mais para desrespeitar a esfera privada feminina, que no contexto brasileiro ainda é um assunto que merece atenção cuidadosa, não havendo espaço para entretenimento com a invasão da vida privada de uma mulher”, destacou a nota.
As mensagens fazem parte de um conjunto de diálogos encontrados pela Polícia Federal em um dispositivo atribuído a Vorcaro. O material, que inclui cerca de 1.514 páginas de conversas trocadas entre outubro de 2024 e agosto de 2025, foi encaminhado à CPMI do INSS.
Entre os trechos que se tornaram virais nas redes sociais está uma troca de mensagens com teor sexual. Em uma das conversas, Graeff escreveu: “São tantos rolês e tantas chupadas”. Vorcaro respondeu dizendo que eles ainda “nem começaram” essas experiências e acrescentou: “A peleleca vai estar com cabelo branco e eu chupando”.
A inclusão de mensagens íntimas no material enviado ao Congresso causou desconforto entre os parlamentares que analisavam os documentos. Membros da comissão classificaram o episódio como “chocante” e “constrangedor”, conforme relatos divulgados pela imprensa.
O caso também gerou questionamentos sobre o cumprimento da legislação que regula o uso de provas em investigações criminais. A lei 9.296/96 estipula que conteúdos obtidos em interceptações ou investigações sem relação com os fatos apurados devem ser descartados.
O texto da norma estabelece que “a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada”.
Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. A palavra “peleleca” chegou aos tópicos mais comentados na plataforma X e passou a ser usada em memes por usuários.



