À CNN, Daniela Mercury celebra 10 anos de bloco no Carnaval de São Paulo
A cantora Daniela Mercury, aos 60 anos, revelou que seu tradicional bloco “Pipoca da Rainha” encerrará oficialmente o Carnaval de 2026 em São Paulo. O evento, que completa uma década, ocorrerá em 22 de fevereiro na Rua da Consolação e espera reunir cerca de 2 milhões de pessoas.
“Sinto-me muito honrada em encerrar o Carnaval do Brasil em São Paulo, uma cidade que reflete a diversidade do país”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.
A artista explicou que o nome do bloco deriva do termo baiano “pipoca”, utilizado para descrever blocos sem cordas, nos quais o público pode dançar livremente. Ela destacou sua conexão especial com a capital paulista, recordando o marcante show que realizou no Masp, um dos motivos que a impulsionaram a criar um bloco de Carnaval em São Paulo.
“Penso que São Paulo é uma cidade multicultural. Até tenho uma música chamada ‘Antropofágico São Paulistanos’, na qual descrevo São Paulo como um microcosmo do mundo, representando o Brasil como um todo”, comentou.
O ano de 2026 marca não só os 10 anos da Pipoca da Rainha em São Paulo, mas também os 30 anos do álbum “Feijão com Arroz” e a criação do circuito da Barra-Ondina em Salvador, iniciativas pioneiras de Daniela Mercury. “Em 1996, saí do Circuito do Centro e estendi o Carnaval para a Barra, domingo, segunda e terça-feira. A partir daí, o Carnaval da Barra tornou-se mais relevante até mesmo que o do centro”, recordou.
Questionada sobre as diferenças entre os foliões pelo Brasil, a cantora observou particularidades regionais: “O povo brasileiro adora dançar. Acredito que há diferenças na forma de se movimentar, na linguagem corporal”.
Ela ressaltou que os baianos estão mais habituados às coreografias propostas pelos artistas durante os shows, enquanto em São Paulo, por exemplo, a presença de “muitos carrinhos de cerveja no meio da rua” torna um pouco mais difícil para as pessoas executarem as coreografias.
Para 2026, Daniela adiantou que seu Carnaval terá como tema a força das mulheres. “Desejo empoderar as mulheres. Vamos fazer um Carnaval pacífico, sem assédio, para que as mulheres possam se divertir e se sentirem fortalecidas”, defendeu a artista, que apresentará a música “É Terreiro” como parte dessa celebração.
*Publicado por Felipe Carvalho, da CNN Brasil.



