Alta do petróleo e incertezas influenciam o mercado de commodities
Produtos utilizados na fabricação de biocombustíveis mantêm tendência positiva nas bolsas internacionais, impulsionados pelas incertezas em torno do aumento da tensão no Oriente Médio. O preço do barril de petróleo Brent segue em alta, com acréscimo de 1%, atingindo US$ 105 nesta sexta-feira (20). Na quinta-feira (19), chegou a US$ 119. Para a J.P. Morgan, esse valor não reflete a realidade do mercado físico, pois no Omã, o barril de petróleo já ultrapassa os US$ 166.
SOJA
Os contratos de soja em grão na bolsa de Chicago registraram aumento de 0,58% para maio, com valor de US$ 11,68 por bushel. O relatório semanal do USDA sobre exportações do grão, divulgado em 19 de março, indica a venda de 298 mil toneladas de soja na semana anterior, em 12 de março. Esse volume é o menor da safra anterior, 15,42% abaixo do mesmo período do ano passado.
Além do óleo de soja com preços em alta, como alternativa de biocombustível diante da elevação do petróleo, o farelo de soja teve aumento de 3%. Os contratos para maio fecharam acima de US$ 322 por tonelada, com pico próximo a US$ 333 por tonelada. O aumento no preço do farelo impulsionou a soja em grão. Analistas apontam uma demanda robusta pelo farelo, especialmente na produção de ração, no Hemisfério Norte.
No porto de Paranguá, a saca de 60 quilos é vendida por R$129,38, representando aumento de 2% no mês, com cotação ligeiramente abaixo do pico de R$131,8 registrado em 06 de março.
AÇÚCAR
O aumento nos preços do petróleo deve impactar a produção de açúcar, com possível aumento na produção de etanol nas usinas de cana do Brasil. Em vista dessa perspectiva de menor oferta de açúcar, os contratos futuros do produto atingiram valores máximos dos últimos cinco meses nas bolsas internacionais, com alta de 3,85% em Nova York e 3,16% em Londres. O contrato para maio chegou a US$ 455,80 por tonelada, a maior cotação desde outubro de 2025.
CAFÉ
O café arábica encerrou com alta de 2,7% em 19 de março para o contrato de maio, alcançando o valor mais alto do mês. O fechamento do Estreito de Ormuz interrompeu o transporte marítimo global, dando suporte aos preços do grão. Aumento nas taxas de frete marítimo, seguros e nos custos de combustíveis está elevando os gastos para importadores e torrefadores.



