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Mulher dada como morta por engano tem alta hospitalar e precisará de fisioterapia para recuperar movimentos

Mulher dada como morta por engano tem  alta hospitalar e precisará de fisioterapia para recuperar movimentos

Mulher dada como morta por engano tem alta hospitalar e precisará de fisioterapia para recuperar movimentos

Mulher declarada morta pelo Samu em Bauru recebe alta após 19 dias internada

Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, deixou o Hospital de Base de Bauru (SP) na tarde de quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, após 19 dias de internação, sendo nove na UTI. Ela saiu em uma maca, com dificuldade para andar e falar, e seguirá em reabilitação com fisioterapia e acompanhamento na rede básica de saúde.

O caso ganhou repercussão porque, no dia 18 de janeiro de 2026, Fernanda foi atropelada ao tentar atravessar a Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, e teve a morte declarada no local por uma médica do Samu. Pouco depois, um médico ligado à concessionária da rodovia identificou sinais respiratórios e iniciou manobras de reanimação, o que levou ao encaminhamento imediato da vítima para atendimento hospitalar.

Linha do tempo do caso Samu Bauru na SP-294

Na noite de 18 de janeiro, equipes de socorro atenderam a ocorrência na SP-294. Com a declaração inicial de óbito, o fluxo na rodovia chegou a sofrer interdição e procedimentos de remoção foram acionados, segundo relatos publicados na época. Em seguida, a identificação de sinais vitais mudou a condução do atendimento e a vítima seguiu para unidade de pronto atendimento, com transferência posterior ao Hospital de Base.

Enquanto isso, imagens gravadas por testemunhas circularam nas redes e em plataformas de vídeo, mostrando o atendimento e o momento em que a vítima aparece coberta por manta térmica, o que ampliou a cobrança por explicações sobre o protocolo adotado.

Recuperação e próximos passos após a alta

Durante a internação, Fernanda permaneceu nove dias na UTI e, depois, seguiu para leito de enfermaria até a alta hospitalar. Profissionais que acompanharam o caso indicaram que ela saiu consciente e com alimentação por via oral, mas com necessidade de reabilitação para recuperar força, marcha e fala.

A família comemorou a alta no corredor do hospital, em um momento registrado pela imprensa local, e a paciente retornou para casa com suporte de transporte médico.

Apurações sobre o atendimento do Samu Bauru

Após a repercussão, o Samu afastou a médica que declarou o óbito e informou abertura de sindicância interna para apurar possível falha no atendimento. Em paralelo, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo instaurou apuração sob sigilo para avaliar a conduta profissional no caso.

Além disso, reportagens indicaram investigação policial para esclarecer a dinâmica do atropelamento e as circunstâncias do socorro prestado, incluindo a checagem de eventuais omissões e do cumprimento de protocolos.