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Arena do Corinthians deixa de pagar fornecedores atingida por liquidação da Reag, ligada a caso Master | Finanças

Arena do Corinthians deixa de pagar fornecedores atingida por liquidação da Reag, ligada a caso Master | Finanças

Arena do Corinthians deixa de pagar fornecedores atingida por liquidação da Reag, ligada a caso Master | Finanças

A liquidação da gestora de fundos Reag Trust, determinada pelo Banco Central (BC), teve um impacto direto na situação financeira da Neo Química Arena, estádio do Corinthians em Itaquera.

As despesas do Arena Fundo de Investimento Imobiliário, anteriormente gerenciado pela Reag, estão atrasadas há mais de quinze dias, resultando na interrupção dos pagamentos aos fornecedores ligados à operação do local. O fundo imobiliário (FII) estava sob a administração da Reag Trust, cujos bens foram bloqueados com a liquidação decretada pelo BC em 15 de janeiro.

De acordo com investigações da Polícia Federal (PF), a Reag estava envolvida em um esquema de fundos inflados artificialmente, relacionados às atividades do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovesan, confirmou que a paralisação dos pagamentos aos fornecedores devido à liquidação da Reag está causando dificuldades. No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre a extensão financeira dos atrasos ou quantos fornecedores foram afetados.

Está previsto que em breve seja anunciada uma solução, com a nomeação de um novo gestor para o fundo da arena. O Grupo Planner é apontado como a empresa provável para assumir a gestão, uma vez que adquiriu a Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (Ciabrasf), empresa de administração de fundos anteriormente pertencente à Reag.

O Arena FII foi criado para arrecadar fundos com investidores e cobrir os custos de construção da arena. Em troca, detém os direitos econômicos do estádio e recebe pagamentos ao longo do tempo para quitar a dívida da construção.

Na prática, o fundo é responsável pela exploração econômica do espaço, incluindo receitas de jogos, camarotes, ingressos, eventos, publicidade, estacionamento e naming rights. Enquanto isso, o Corinthians atua como operador do negócio, gerenciando atividades como a venda de ingressos, organização de partidas, administração de serviços e despesas.

Com a Reag fora de operação, o Arena FII está paralisado, incapaz de realizar operações de gestão, autorizar transferências ou efetuar pagamentos.

Apesar dos atrasos nos pagamentos aos fornecedores, a operação diária da arena permanece inalterada com base nos contratos existentes. O diretor garantiu que não há previsão de interrupção das atividades da arena, incluindo os jogos programados da equipe profissional.

Nos registros mais recentes do Arena FII, há um alto valor em aberto, com R$ 99,6 milhões em “receitas operacionais a receber” do Sport Club Corinthians Paulista.

O repasse dos pagamentos não ocorre em tempo real, pois o clube arrecada, identifica a parcela devida ao fundo e repassa posteriormente. Quando esse repasse não é realizado, o valor é registrado como crédito do fundo, impactando mais diretamente os cotistas do fundo do que o clube.

Em 16 de janeiro, o Corinthians informou que desde meados de agosto de 2025, após a deflagração da Operação Carbono Oculto e as investigações envolvendo a Reag, iniciou tratativas para substituir a administradora e a gestora do fundo em parceria com a Caixa Econômica Federal.

Fonte: Créditos