Atropelada e declarada morta por engano: o que se sabe sobre o caso da mulher reanimada em Bauru
Vídeo mostra testemunhas alertando que vítima atropelada em Bauru estava viva
Uma vítima de atropelamento foi reanimada por um socorrista da concessionária responsável pelo trecho da Rodovia Comandante João Ribeiro em Bauru (SP) após ter a morte constatada pela médica do Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Samu) que atendeu a ocorrência, no domingo (18).
Após o ocorrido, o Samu abriu uma sindicância para apurar o caso e afastou a médica que fez o atendimento. A Polícia Civil também afirma que abrirá um inquérito para apurar se houve negligência médica.
Abaixo, o g1 traz o que se sabe sobre o caso e o que ainda falta esclarecer:
Como foi o atropelamento?
Uma mulher de 29 anos, identificada como Fernanda Cristina Policarpo, foi atropelada na noite de domingo (18), na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru (SP).
Segundo o registro policial, o motorista do carro envolvido no atropelamento afirmou que trafegava no sentido capital – interior quando a pedestre entrou repentinamente na pista para atravessar a rodovia, sem tempo suficiente para que ele conseguisse frear.
Quem atestou o óbito da vítima?
No local do acidente, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito de Fernanda Cristina Policarpo.
Com a confirmação da morte, a rodovia chegou a ser interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo.
Como foi constatado que a vítima estava viva?
Durante o socorro, pessoas que passavam pelo local chegaram a questionar o atendimento do Samu e o estado de saúde da vítima. (Veja no vídeo abaixo).
Após o Samu atestar o óbito e ir embora do local, um médico da concessionária que administra a rodovia percebeu que a mulher ainda respirava, mesmo estando coberta por uma manta térmica, e iniciou manobras de reanimação.
Em seguida, Fernanda foi socorrida e levada ao Pronto-Socorro Central.
Por que a vítima foi declarada morta por engano?
Em entrevista à TV TEM, a gerente regional do Samu, Mariah Reinato Ferrão, disse que, inicialmente, a médica avaliou a vítima e não sentiu a pulsação, mas tudo será apurado em uma sindicância que foi aberta na corregedoria do serviço, que é administrado pela Secretaria de Saúde de Bauru.
O que aconteceu com a médica do Samu envolvida no caso?
A médica que constatou o óbito foi afastada das funções de forma preventiva na segunda-feira (19). A medida foi confirmada tanto pelo Samu quanto pela Secretaria Municipal de Saúde de Bauru.
O g1 tentou contato com a médica por telefone, mas não conseguiu retorno.
O caso está sendo investigado?
O Samu Regional de Bauru abriu uma sindicância interna para apurar possíveis falhas no atendimento. A Prefeitura de Bauru informou que, se forem constatadas irregularidades, as providências cabíveis serão adotadas conforme os protocolos vigentes.
A Secretaria de Estado da Saúde também afirmou que o caso será investigado. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar se houve negligência no atendimento.
As causas do atropelamento também são investigadas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o motorista do carro envolvido no atropelamento parou para prestar socorro, foi ouvido e submetido ao teste do etilômetro.
O que ainda falta esclarecer?
Se houve falha técnica ou erro humano na constatação do óbito;
Quais procedimentos foram adotados pela equipe do Samu no local;
Se haverá responsabilização administrativa ou profissional após a conclusão da sindicância;
As circunstâncias exatas do atendimento que levaram à constatação equivocada da morte.
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