atuação patética do Figueirense na derrota em Brusque
O atacante Igor Bolt do Figueirense bem marcado na derrota do Furacão contra o Carlos RenauxFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O Figueirense estreou no quadrangular da morte da pior forma possível: com mais uma atuação patética e constrangedora. A derrota por 1 a 0 contra o Carlos Renaux, marcou também a estreia do técnico Márcio Zanardi, que tentou mudar o sistema, armando o time com uma linha de três na saída de bola, alas pelos lados e três volantes no meio. Na prática, nada funcionou. Foi um time nada agressivo ofensivamente e vulnerável nos contra-ataques do adversário, sem encontrar soluções do meio para frente.
A equipe seguiu sem compactação, sem aproximação entre setores e previsível, concentrando praticamente todas as ações ofensivas pelo lado direito no primeiro tempo, com Igor Bolt. A leitura do treinador do Carlos Renaux foi simples: sobrecarregar o setor esquerdo de sua defesa e anular facilmente o Figueirense.
Mesmo com um jogador a mais desde os 30 minutos do primeiro tempo, após a expulsão do meia Pato do Carlos Renaux, o time alvinegro não apresentou poder de reação. O goleiro Edson do adversário não fez nenhuma defesa decisiva (a não ser na única chance real da primeira etapa em quase um gol contra do zagueiro Tiago.
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No segundo tempo, houve mais ímpeto inicial do Figueira, principalmente pelo lado esquerdo com a vinda de Wesley para atuar junto com Arthur Henrique, mas faltou qualidade. Mesmo assim gerou um lance com o atacante Reifit do Figueira que perdeu um gol inacreditável, após cruzamento de Wesley pela esquerda, a chance mais clara da partida, sozinho, na pequena área com gol aberto e acertou o travessão. Conseguiu uma verdadeira proeza o Reifit.
Zanardi teve uma estreia com atuação desastrosa na partida, mas que iniciou durante a semana, e errou também antes do jogo contra o Carlos Renaux. Na semana por ter dado sobrecarga em excesso de trabalho nos treinos que culminou nas lesões de Raynan e Felipe Augusto que nem foram opção para o jogo. Como também a lesão durante o jogo de Silvinho.
Antes do jogo nas escolhas da escalação, onde no 11 inicial não colocou nenhum jogador de criação no meio. E durante a partida, pois mesmo com um jogador a mais, morreu no banco com dois jogadores de criação, Dudu e Jorginho, e insistiu em soluções improvisadas que pouco geraram perigo a meta do goleiro Edson do Carlos Renaux.
Escolhas iImprovisadas já que no segundo tempo, Zanardi armou o time tendo por dentro no meio de campo o lateral Arthur Henrique pela esquerda e o atacante Igor Bolt pela direita, tendo Dudu e Jorginho como opção no banco e não os utilizou. O treinador tentou pesar os lados do campo com dobras, pois Bolt tinha a passagem do Léo Maia e Arthur Henrique a de Wesley. Mas sem nenhum potencial de perigo, pois se resumiu a bola alçadas na área e toques de bola improdutivos com balanço de um lado e de outro. Sem conseguir quebrar as linhas defensivas do time de Brusque.
Arthur Henrique, lateral do Figueirense, atuou no segundo tempo por dentro como meia de criação pela esquerdaFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O Figueirense teve mais posse (60% contra 40%), que até se justifica pelo fato de ter um jogador a mais desde o primeiro tempo e, finalizou mais (13 contra nove), mas pouco acertou o alvo (cinco vezes apenas).
O resultado destrói a vantagem inicial em que largou o Alvinegro com um ponto no quadrangular da morte, aumenta a pressão para a próxima partida em casa contra o Joinville e acende o alerta máximo. Com três jogos em casa, será obrigado a vencer todos. A atuação deixou sinais claros de rebaixamento e um torcedor cada vez mais preocupado.
Zanardi não deu consistência ao Figueirense e não devolveu atitude ao time
Márcio Zanardi, técnico do Figueirense, em coletiva de imprensaFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
Márcio Zanardi, técnico do Figueirense, em coletivas de sua apresentação e de pré jogo, destacou a necessidade do time Alvinegro ter atitude, de competir, buscando as vitórias para devolver a confiança que está apagada no Scarpelli.
O que se viu no jogo de estreia do treinador do Furacão foi novamente um time apático, sem poder de reação, espaçado, sem aproximação, nada competitivo, com atitude patética, sem indignação. A frase que ouvi de um torcedor foi “conseguiu piorar o que já estava ruim”, e foi a impressão que realmente que ficou.



