Brechó de luxo acusado de calotes chegou a faturar R$ 50,8 milhões em um ano; donos seguem presos
Brechó de luxo acusado de golpes faturou R$ 50,8 milhões em um ano; proprietários permanecem detidos
Casal é detido em São José por golpe milionário em Brechó de luxo. O brechó Desapego Legal, acusado de aplicar golpes em clientes e fornecedores, afirmou à Justiça ter faturado R$ 50,8 milhões em um único ano, conforme documentos apresentados pela própria empresa no processo de recuperação judicial ao qual o G1 teve acesso.
A empresária e proprietária do brechó, Francine da Costa Prado, e seu marido, Filipe Prado dos Santos, foram presos em São José dos Campos e tiveram a prisão mantida nesta sexta-feira (30). Eles são acusados de golpear fornecedores.
Segundo os demonstrativos financeiros apresentados, a empresa registrou receitas brutas de R$ 48,8 milhões em 2022 e R$ 50,8 milhões em 2023. Já em 2024, o faturamento teria caído para R$ 5,6 milhões, com um prejuízo acumulado de R$ 14,6 milhões no período.
Ainda não há informações oficiais sobre a duração da prisão do casal ou para qual presídio serão encaminhados. O Tribunal de Justiça (TJ) do Piauí, de onde foi emitido o mandado de prisão, não respondeu ao pedido de posicionamento feito pela reportagem.
Prisão
O casal foi detido na quinta-feira (29), no bairro Urbanova, em uma área nobre de São José dos Campos. O caso foi exposto pelo Fantástico em janeiro do ano passado. Clientes de todo o Brasil acusam o brechó online Desapego Legal de aplicar golpes que totalizavam, até o ano passado, R$ 5 milhões.
O brechó operava em uma das regiões mais valorizadas de São José dos Campos. O espaço foi desocupado no ano passado devido a problemas relacionados ao pagamento do aluguel.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, as prisões ocorreram durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Piauí, onde o processo está em andamento.
O que a defesa diz?
A defesa do casal informou ao G1 que o brechó entrou com um pedido de recuperação judicial, já aceito pela Justiça, visando viabilizar o ressarcimento dos clientes. A empresa listou quase 700 credores, com dívidas que somam R$ 20 milhões.
Os advogados afirmaram que a empresa estava seguindo os trâmites legais para resolver as pendências financeiras. Confira a nota completa divulgada nesta quinta-feira:
“Conforme contato mantido na tarde de hoje, esclarecemos que a Sra. Francine da Costa Prado, o Sr. Felipe Prado dos Santos e a empresa Desapego Legal são clientes deste escritório exclusivamente para fins de propositura e acompanhamento da ação de Recuperação Judicial, em trâmite perante o Poder Judiciário, sob o nº 1021498-82.2025.8.26.0577, que tramita perante a 2ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem da 1ª RAJ – Foro Especializado da 1ª RAJ…”

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