Canadense encontrado com ajuda de IA vivia em situação de rua no Brasil e foi enterrado como indigente
Canadense localizado com auxílio de inteligência artificial vivia em situação de rua no Brasil e foi sepultado como indigente
Família canadense reencontra parente desaparecido no litoral de São Paulo. O cidadão canadense Karl Van Roon, que estava desaparecido por quatro anos e foi encontrado pela família com o suporte da inteligência artificial, residia em condição de rua em Santos, no litoral paulista. De acordo com informações do g1, o homem foi enterrado como indigente após falecer em decorrência de uma embolia pulmonar, em 2024.
Karl saiu de Vancouver, no Canadá, em 2022, e desde então não manteve contato com seus familiares. Seus pais, Heidi e Terry Van Roon, tentaram diversas abordagens para localizá-lo, sendo somente em 2025 que, ao inserir uma imagem do homem em uma ferramenta de inteligência artificial, encontraram uma reportagem de A Tribuna publicada em 8 de junho de 2024.
A matéria reportava sobre um indivíduo que vivia nas ruas de Santos há meses. O texto foi divulgado a pedido de um residente da cidade que buscava localizar os parentes do então desconhecido, que se comunicava apenas por meio de linguagem gestual, porém compreendia inglês e italiano.
Segundo o relato do artigo, equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos interagiram com o homem, porém ele recusou assistência. Não há informações detalhadas sobre os motivos que o levaram a não contatar sua família e a viver em situação de rua.
Após identificarem o filho na reportagem, os pais conseguiram contato com a Polícia Civil de Santos, no entanto a resposta não foi a esperada. Karl foi descoberto sem vida, aos 39 anos, em uma calçada da Rua Braz Cubas, em 9 de junho de 2024.
Conforme comunicado ao g1, a secretaria informou que o óbito de Karl foi registrado como de pessoa não identificada, resultando no sepultamento gratuito no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho de 2024, devido à ausência de documentação ou confirmação oficial de identidade civil na época.
O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, mencionou ao g1 que a família reconheceu o canadense por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Ele acrescentou que as impressões digitais de Karl foram confirmadas pela polícia de Vancouver.
Apesar da perda, a família expressou alívio pelo fim das buscas. “Agora, podemos começar a viver o luto de verdade. Agora, sabemos que ele não está mais aqui”, afirmou o pai do canadense em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.
Os pais agora almejam realizar o translado do corpo de Santos para o Canadá, levando o filho de volta para casa. Até o momento, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos não recebeu notificação oficial de familiares ou autoridades solicitando apoio para o procedimento.
A Embaixada do Canadá no Brasil informou estar apurando as informações até a última atualização desta reportagem.



