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Casos de omissão de socorro após acidentes de trânsito crescem 23% nas regiões de Campinas e Piracicaba

Casos de omissão de socorro após acidentes de trânsito crescem 23% nas regiões de Campinas e Piracicaba

Casos de omissão de socorro após acidentes de trânsito crescem 23% nas regiões de Campinas e Piracicaba

Casos de omissão de socorro após acidentes de trânsito aumentam 23% em Campinas e Piracicaba

Jovem de 20 anos é atingido por veículo na calçada de um bar no bairro Cambuí, em Campinas

Reprodução/EPTV

O número de incidentes envolvendo motoristas que causaram acidentes e deixaram o local sem prestar assistência às vítimas cresceu 23% de janeiro a dezembro de 2025 nas cinco maiores cidades das regiões de Campinas (SP) e Piracicaba (SP).

Os dados sobre omissão de socorro foram fornecidos pelo Sistema de Polícia Judiciária (SPJ) da Polícia Civil e obtidos pela EPTV, afiliada da TV Globo, por meio da Lei de Acesso à Informação.

As cidades de Campinas, Piracicaba, Limeira, Indaiatuba e Sumaré registraram 47 casos no período de janeiro a dezembro de 2025, em comparação com 38 ocorrências no mesmo período de 2024.

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), deixar de prestar socorro em caso de acidente é considerado crime e pode resultar em detenção de seis meses a um ano.

Entre as cinco localidades, o maior aumento foi observado em Indaiatuba, que viu o número de ocorrências dobrar, passando de 7 casos em 2024 para 14 em 2025. Confira os detalhes abaixo.

O advogado especializado em questões de trânsito, André Gomes, esclarece que fugir do local do acidente já configura um crime. No entanto, caso a vítima sofra lesões graves ou venha a óbito em decorrência dos ferimentos, o infrator será responsabilizado.

“Por vezes, a pessoa fica assustada com a situação do acidente e acredita que, ao fugir, não será identificada, não será localizada. Contudo, nos dias de hoje, com a quantidade de câmeras e pessoas presentes que podem anotar a placa do veículo, a identificação do responsável pode ser feita rapidamente”, explica.

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