CBF anuncia programa de profissionalização de árbitros a partir deste ano
CBF anuncia plano de profissionalização de árbitros a partir deste ano
A Confederação Brasileira de Futebol divulgou nesta terça-feira o programa de profissionalização da arbitragem no Brasil. O projeto terá início em 2026 para os jogos do Campeonato Brasileiro da Série A. Os selecionados terão contratos de trabalho com a CBF com duração de um ano, sendo 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR neste primeiro ano.
A proposta é que esses 72 profissionais atuem em todas as 380 partidas do principal campeonato nacional, podendo ser escalados eventualmente em jogos da Copa do Brasil e em rodadas decisivas da Série B. A lista para os 10 jogos de cada rodada será atualizada a cada rodada, o que impactará nas escalas das partidas.
Segue a relação dos 20 árbitros profissionais:
- Alex Stefano
- Anderson Daronco
- Bráulio Machado
- Bruno Arleu
- Davi Lacerda
- Edina Batista
- Felipe Lima
- Flávio Souza
- Jonathan Pinheiro
- Lucas Casagrande
- Lucas Torezin
- Matheus Candançan
- Paulo Zanovelli
- Rafael Klein
- Ramon Abatti Abel
- Raphael Claus
- Rodrigo Pereira
- Savio Sampaio
- Wagner Magalhães
- Wilton Sampaio
A partir da aceitação, os árbitros têm a opção de recusar a designação e a CBF conta com uma lista de suplentes. Os contratos serão firmados em fevereiro, com o programa iniciando em 1º de março. Os profissionais serão contratados como pessoa jurídica. Devido à natureza do contrato, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva, mas prioridade ao trabalho de árbitro, assistente e VAR.
Os salários fixos variam conforme a categoria, seja árbitro Fifa ou CBF, por exemplo. Além do salário mensal, os contratados receberão por partida, assim como um bônus por bom desempenho. A CBF não divulgará os valores por categoria, mas em média, os 72 profissionais terão vencimentos em torno de R$ 13 mil mensais, sendo que o grupo de árbitros terá os maiores valores, acima de R$ 30 mil fixos.
A seleção dos primeiros 72 contratados seguiu três critérios:
- Ser árbitro Fifa ou CBF
- Maior número de escalas na série A em 2024 e 2025
- Nota média nas avaliações de desempenho da CBF das temporadas 2024/2025
Promoção e rebaixamento
O programa de profissionalização é resultado de estudos de casos em países europeus como Alemanha, Inglaterra e Espanha, e em vizinhos latinos como o México. A CBF formou um grupo de trabalho de arbitragem em novembro do ano passado, com a participação de 38 clubes das séries A e B, embora com menor adesão direta (15 na série A e 9 na B responderam ao formulário da CBF). Consultores internacionais foram consultados, e houve reuniões com os árbitros.
A CBF baseia-se em quatro pilares para o desenvolvimento da arbitragem no Brasil:
- Remuneração: salário fixo, cotas variáveis por jogo, bônus e “auxílio-academia”, entre outros serviços ligados à atividade;
- Excelência física e saúde: treinamentos semanais, monitoramento por smart watches e suporte de nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas. Além de quatro avaliações anuais que podem influenciar a participação nas escalas;
- Capacitação técnica: imersões mensais com aulas teóricas, testes e sessões práticas para o grupo. Serão abordadas tomadas de decisão e ações durante as partidas, com dinâmicas para uniformizar critérios. Os profissionais terão feedbacks com análises de desempenho e lances polêmicos em cada rodada;
- Tecnologia e inovação: estreia do VAR semiautomático nesta temporada, com previsão de uso de outras tecnologias. Além da “refcam”, câmera acoplada no árbitro para observar o comportamento dos atletas e evitar reações desproporcionais.
A CBF utilizará um ranking para promover árbitros que se destacam e “rebaixar” os de pior desempenho. Este ranking não será público e será baseado em avaliações de observadores e da comissão de arbitragem da CBF.
Os critérios avaliados incluem o controle do jogo, a aplicação das regras e o desempenho físico, com previsão de dois “rebaixamentos” e dois acessos por ano.
Fonte: ge



