China nega ter proibido investimentos em Israel
Pequim rotulou Israel como “área de risco” devido ao conflito na Faixa de Gaza, mas não houve congelamento de investimentos.
A embaixada da China em Israel refutou na sexta-feira (13 de fevereiro de 2026) a alegação de proibição de investimentos no país. A mídia israelense divulgou essa informação em decorrência de uma disputa entre uma empresa de Israel e um fundo chinês, relacionada ao não fechamento de uma transação financeira.
A empresa israelense Kibutz Hanita acionou judicialmente o fundo chinês Ballet Vision para forçá-lo a exercer uma cláusula de compra de sua participação na fabricante de lentes intraoculares Hanita Lenses. De acordo com veículos de imprensa israelenses, o fundo se recusa a realizar a transação, alegando que o governo chinês classificou Israel como uma zona de alto risco e teria proibido novos investimentos chineses no país.
Em comunicado, a embaixada chinesa esclareceu que algumas áreas de Israel foram consideradas zonas de alto risco desde 2023 devido ao conflito na Faixa de Gaza, e que restrições a atividades econômicas em áreas de extremo risco são práticas internacionais comuns.
Segundo a embaixada, a maioria do território israelense não está mais nessa classificação, mas áreas próximas à fronteira com a Faixa de Gaza e ao norte de Israel continuam sendo consideradas de alto risco. A região onde a empresa envolvida na disputa judicial está localizada fica ao norte do país, próxima à fronteira com o Líbano.
“A China incentiva seus amigos israelenses a se envolverem em diversas formas de cooperação econômica e comercial, e espera que todos os setores da sociedade promovam ativamente as relações China-Israel, contribuindo para fortalecer a amizade e a cooperação pragmática entre os dois países”, afirmou a embaixada. Confira a íntegra do comunicado aqui.
Créditos: Poder360


