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Chuvas aliviam SIN, mas pressão sobre preço e contratos continua| eixos

Chuvas aliviam SIN, mas pressão sobre preço e contratos continua| eixos

Chuvas aliviam SIN, mas pressão sobre preço e contratos continua| eixos

Chuvas aliviam situação do sistema elétrico, mas pressão sobre preços e contratos continua

As chuvas recentes contribuíram para a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas, conforme confirmado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No entanto, o atraso no período chuvoso continua impactando as negociações de contratos, resultando em aumentos nos preços.

O ONS decidiu manter medidas preventivas para preservar os níveis de armazenamento e evitar riscos à estabilidade do sistema elétrico, devido ao atraso no início do período chuvoso em janeiro.

De acordo com o ONS, a energia armazenada deve ficar em torno de 70,7% no Nordeste, 61,7% no Norte, 57,3% no Sudeste/Centro-Oeste e 41,9% no Sul nesta semana. Esses números refletem o estado dos reservatórios e foram divulgados na última atualização do boletim mensal de operação, em 6 de fevereiro.

No mês passado, o ONS chegou a alertar que a situação dos reservatórios demandava atenção. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) se reuniu na época para discutir o assunto e recomendou a elaboração de um plano de ação para lidar com as reduções das vazões mínimas na bacia do Paraná.

As expectativas de um cenário hidrológico desafiador para 2026 nas últimas semanas impactaram fortemente os preços de energia, refletindo nas negociações do mercado livre. Em 4 de fevereiro, o preço de liquidação das diferenças (PLD) atingiu R$ 1557,92 por megawatt/hora (MWh), próximo ao limite máximo.

Conforme a BBCE, a baixa nos reservatórios e a escassa perspectiva de chuvas levaram a um aumento nos contratos de energia negociados na plataforma no início de fevereiro, especialmente para contratos com vencimento em março, que fecharam a semana passada a R$ 457,44 por MWh, representando um aumento de 28,52% em relação à semana anterior.

O Custo Marginal de Operação (CMO) também aumentou em todas as regiões do país esta semana, refletindo o preço teórico para a produção do próximo megawatt/hora para atender à demanda.

Apesar disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou bandeira verde, sem custos adicionais, para os consumidores no mercado cativo em fevereiro.

A crise de perda de biodiversidade não se limita mais ao aspecto ambiental e passou a representar uma ameaça à estabilidade financeira global, segundo alertam cientistas. Setores como mineração, energia e construção civil estão entre os mais vulneráveis à perda da natureza.

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