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Clientes tinham relação de confiança com CEO de banco digital suspeito de golpe milionário: 'Vivia dentro de casa'

Clientes tinham relação de confiança com CEO de banco digital suspeito de golpe milionário: 'Vivia dentro de casa'

Clientes tinham relação de confiança com CEO de banco digital suspeito de golpe milionário: 'Vivia dentro de casa'

Clientes mantinham laços de confiança com CEO de banco digital suspeito de golpe milionário: ‘Parte da família’

‘Vivia dentro de casa’, relata cliente de banco digital envolvido em golpe milionário em São Paulo. Investigado por suspeitas de golpes relacionados a um banco digital, o empresário Eduardo Scatambulo Ribeiro, de Ribeirão Preto (SP), teria se aproveitado da confiança dos clientes, de acordo com relatos das vítimas.

Entre aqueles que procuraram a polícia para denunciar o CEO do Tresory Bank, estão um amigo de infância e membros da mesma família que recordam a proximidade a ponto de receber visitas e passar férias juntos.

“Uma pessoa que é como da família, te chama de tio. Eu perdi um filho de 19 anos e ele foi um apoio para meu outro filho, vivia dentro de casa”, relata João Luiz Simonacci, proprietário de restaurante, que diz ter perdido R$ 530 mil.

O empresário está sendo investigado por estelionato em um inquérito policial e foi denunciado por várias pessoas.

As vítimas alegaram que, após realizarem grandes investimentos no Tresory Bank com a promessa de rendimento de 2% ao mês, Scatambulo cortou o contato após cobranças por depósitos, tentativas de resgate e lucros.

A EPTV, afiliada da TV Globo, tentou contato com o empresário, que pediu para falar com seu advogado por mensagem. A defesa foi procurada, mas não se pronunciou até o momento desta notícia.

Um dos clientes que se diz vítima do sócio e CEO do banco digital é o bancário Nicolas Simonacci, amigo de infância de Scatambulo. Ele relata que os investimentos dele e da esposa no Tresory Bank chegaram a R$ 500 mil até o final de 2025, com retornos mensais, porém a situação mudou posteriormente.

Segundo eles, o empresário passou a dar desculpas quando solicitaram um resgate de R$ 10 mil de um total de R$ 100 mil aplicados em um CDB com liquidez diária.

“Eu confiava nele cegamente e parecia que ele iria devolver. ‘Cara, você é meu irmão, você é minha família, nunca colocaria em risco o dinheiro’. É bem difícil acreditar que ele é uma pessoa desonesta”, afirma Nicolas.

A relação de amizade se estendeu para a família do bancário, levando também o dono do restaurante João Luiz Simonacci a confiar R$ 530 mil ao banco digital de Scatambulo por meio de um aporte feito no final de 2023.

Para João Luiz, a confiança se quebrou com o comportamento do empresário. “Ele frequentava meu restaurante, passava férias comigo em Ilhabela, onde meu filho mora. A confiança era grande. Confiávamos nele e isso é o que mais machuca.”

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