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Com pico do óleo em 2032, governo coloca expansão de energia em consulta

Com pico do óleo em 2032, governo coloca expansão de energia em consulta

Com pico do óleo em 2032, governo coloca expansão de energia em consulta

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou hoje as consultas públicas do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035) e do Plano Nacional de Energia (PNE 2055), com o pico de produção de petróleo previsto para 2032.

Esses documentos são apresentados enquanto o governo federal cria diretrizes para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A proposta deveria ter sido apresentada até 8 de fevereiro.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) informou que o documento está em fase final e será divulgado após aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A reunião do conselho estava prevista para hoje, mas foi cancelada. A data de remarcá-la ainda não foi definida.

Desenvolvidos em colaboração com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o PDE e o PNE são ferramentas de planejamento que indicam as necessidades energéticas a curto e longo prazo.

O governo estima uma expansão de 100 GW no sistema elétrico até 2035, totalizando 359 GW. Isso demandará 29 mil km de linhas de transmissão e 6 GW para baterias, uma projeção mais ambiciosa do que a do Plano Clima para armazenamento de energia.

No setor de transportes, o MME e a EPE projetam que o mercado de etanol pode chegar a 50 bilhões de litros e o de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) a 2,8 bilhões de litros.

R$ 2 trilhões na expansão da matriz até 2055

Com seis cenários de longo prazo para a matriz energética brasileira, o PNE 2055 prevê que a demanda de energia pode dobrar até 2025, com crescimento em todos os setores, especialmente no de transportes.

No geral, o consumo de eletricidade pode aumentar até 4,2 vezes nesse período, mas é viável alcançar até 99% de fontes renováveis no setor, conforme um dos cenários.

Um mercado que influenciará essa demanda é o de data centers, com um consumo estimado em até 300 TWh.

Para atender a essa projeção, serão necessários R$ 2 trilhões em investimentos na expansão da matriz, sendo R$ 600 bilhões destinados a triplicar a infraestrutura de transmissão.

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