Copa Africana: Marrocos suspeita de envenenar 3 jogadores de Senegal
Ismail Jakobs concedeu, nesta sexta-feira, uma extensa entrevista à emissora alemã Sportdigital Fußball, na qual intensificou ainda mais a controvérsia em torno da final da Copa Africana de Nações (CAN). Na partida decisiva, ele contribuiu para a vitória do Senegal sobre Marrocos por 1 a 0, no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat.
O confronto foi marcado por diversos incidentes polêmicos e foi decidido com um gol de Pape Gueye na prorrogação, após Brahim Díaz perder um pênalti nos acréscimos do tempo regulamentar. A marcação da penalidade pelo árbitro Jean Ndala causou tanta controvérsia que levou os novos campeões africanos a deixarem temporariamente o campo em protesto.
No entanto, de acordo com o jogador do Galatasaray, os acontecimentos começaram antes mesmo do início da partida. “Minha suspeita pessoal é que três dos nossos jogadores foram envenenados, e não se tratou de uma simples intoxicação alimentar com vômitos ou algo do tipo. Esses três jogadores simplesmente desmaiaram”, afirmou.
Krépin Diatta foi o primeiro a perder a consciência, revelou Jakobs, ainda no vestiário, em um momento “realmente, realmente assustador”. Em seguida, Ousseynou Niang desmaiou durante o aquecimento, e Pape Matar Sarr, no intervalo, aumentando ainda mais a desconfiança. “Não estou acusando ninguém, mas claramente isso não foi uma coincidência”, disse.
“Nenhum deles conseguia nem mesmo falar. Eles simplesmente desabaram. Estavam suando excessivamente. Krépin mal conseguia manter a cabeça erguida antes do jogo. Estava vomitando”, completou. Os três jogadores acabaram sendo hospitalizados na cidade marroquina.
Ismail Jakobs já havia expressado desconfiança logo após o apito final, durante as entrevistas rápidas. “Muitas coisas aconteceram antes do jogo. Acredito que muitas coisas ainda virão à tona. Não se trata apenas dessa situação. Muitas coisas ocorreram com Krépin, Ousseynou e Pape Matar Sarr no intervalo”, declarou.
Reclamações do Senegal iniciaram na véspera
O desconforto em relação às condições da final da CAN 2025 já havia sido manifestado pela própria Federação Senegalesa de Futebol (FSF) um dia antes da decisão, por meio de um comunicado oficial. Na ocasião, a entidade mencionou “justiça, transparência e rigoroso cumprimento dos regulamentos da CAF”, a Confederação Africana de Futebol, ao levantar questões logísticas.
“A FSF solicitou a possibilidade de escolher o hotel da equipe antes da final, e o pedido foi aceito. Quando o Senegal expressou insatisfação com o centro de treinamento, a CAF entrou imediatamente em contato com o COL (Comitê Organizador Local) para atender à solicitação do Senegal de um campo de treinamento alternativo”, dizia o comunicado.
“Esse problema foi resolvido. De acordo com os regulamentos, a FSF recebeu sua cota de ingressos para a final. O presidente da FSF, Abdoulaye Fall, a liderança da CAF e o Comitê Organizador Local mantiveram contato regularmente”, concluiu a nota.
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