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Crise hídrica: Sem concursos, Institutos de Meio Ambiente no Estado contam com menos de um quarto dos cargos preenchidos

Crise hídrica: Sem concursos, Institutos de Meio Ambiente no Estado contam com menos de um quarto dos cargos preenchidos

Crise hídrica: Sem concursos, Institutos de Meio Ambiente no Estado contam com menos de um quarto dos cargos preenchidos

Crise hídrica em São Paulo: Falta de concursos impacta Institutos de Meio Ambiente do Estado

Segundo levantamento da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a área de Meio Ambiente em São Paulo opera com menos de um quarto dos cargos preenchidos. Atualmente, apenas 323 servidores ativos atuam na pesquisa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), enquanto 1.262 vagas estão em aberto.

Do total de 123 pesquisadores que trabalham nos Institutos Florestal, de Botânica e Geológico, localizados no Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), 158 posições permanecem vagas. O Instituto Geológico é responsável por estudos sobre clima, disponibilidade de água e mapeamento de riscos naturais, como enchentes e deslizamentos de encostas.

Dra. Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC e pesquisadora do Instituto Florestal, alerta para a falta de investimento em pesquisa ambiental, prejudicando o desenvolvimento de políticas públicas para lidar com a crise climática e hídrica enfrentada pelo estado.

A entidade destaca a situação crítica do Sistema Cantareira, principal reservatório de água da Região Metropolitana de São Paulo, e ressalta a necessidade de ações urgentes para evitar racionamento de água e outros impactos negativos decorrentes da escassez hídrica.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Estado de São Paulo elabore um plano para recomposição da área de meio ambiente, após a extinção de institutos e escritórios regionais. A APqC reforça a importância da conservação ambiental em todo o estado diante dos desafios climáticos e hídricos atuais.

Com a falta de pesquisadores e recursos adequados, a capacidade de produzir conhecimento e soluções para problemas complexos fica comprometida, colocando em risco não apenas o abastecimento de água, mas também a segurança alimentar e a saúde da população.

A APqC, fundada em 1977, representa servidores de institutos públicos de pesquisa em diversas áreas, incluindo Meio Ambiente, Agricultura e Saúde. A entidade defende a recriação dos Institutos Florestal, de Botânica, Geológico e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), extintos em 2020, visando fortalecer a pesquisa científica e a conservação ambiental em São Paulo.

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Foto: Divulgação

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