Entenda por que a maratona de carnaval de Sabrina Sato e Viviane Araujo equivale ao gasto calórico de um triatlo
Título: Por que a maratona de carnaval de Sabrina Sato e Viviane Araujo equivale ao gasto calórico de um triatlo
Além do brilho, das plumas e da coreografia ensaiada, o carnaval vivido por algumas das principais musas do país se assemelha mais a uma prova de resistência do que a uma simples festa. São mais de uma hora sambando sem parar, com fantasias pesadas e, em alguns casos, desfiles em cidades diferentes com poucos dias de intervalo. Em 2026, Sabrina Sato e Viviane Araujo enfrentam novamente a chamada “dobradinha” Rio–São Paulo. Também se junta a essa maratona física Virgínia Fonseca, que estreia no samba em um dos postos mais exigentes da avenida carioca.
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Sabrina desfila como rainha de bateria da Gaviões da Fiel, em São Paulo, e da Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Viviane segue a mesma rotina, dividindo-se entre a Mancha Verde, em São Paulo, e o Salgueiro, no Rio. Cada desfile requer mais de uma hora de samba contínuo, além do tempo de concentração e dispersão, mantendo essas musas em movimento intenso por mais de 90 minutos em cada apresentação.
A extensão das passarelas do samba ajuda a dimensionar o esforço. No Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, o percurso tem cerca de 530 metros. Já na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, são aproximadamente 700 metros de samba, muitas vezes em zigue-zague, retornando setores para interagir com o público e a bateria. Esse conjunto de etapas — peso, tempo, deslocamento e repetição — justifica a comparação com um triatlo, modalidade que exige resistência contínua e adaptação do corpo a diferentes cargas de esforço.
Tudo isso ocorre com fantasias que, em alguns casos, ultrapassam dezenas de quilos entre costeiros, adereços e pedrarias. Sabrina, por exemplo, já desfilou com figurinos que, somados entre Rio e São Paulo, ultrapassaram 60 quilos, além de coroas e estruturas que demandam força constante do tronco e das pernas. Viviane, por sua vez, opta por fantasias mais leves, mas ainda enfrenta figurinos robustos, projetados para impacto visual e sustentados ao longo de todo o percurso da avenida.
Quando esse esforço é traduzido em números, o impacto é significativo. Educadores físicos estimam que o samba em ritmo intenso pode queimar em média entre 500 e 600 calorias por hora. Durante um desfile completo, esse número pode ultrapassar 600 calorias. No caso de Sabrina e Viviane, que desfilam duas vezes na mesma temporada, o gasto energético pode facilmente exceder 1.200 calorias apenas nas apresentações oficiais, não incluindo ensaios técnicos, treinos e deslocamentos.
Segundo o médico Gabriel Almeida, especialista em emagrecimento saudável, o carnaval dessas musas impõe ao corpo uma exigência muito semelhante à de atletas profissionais.
“Diferentemente de um treino esportivo tradicional, onde há preparo, aquecimento e recuperação planejados, o esforço do desfile ocorre sob calor intenso, com peso adicional e por dias consecutivos. Na prática clínica, é comum atender pacientes pós-Carnaval com sinais claros de exaustão física, como desidratação, queda de pressão, câimbras e sobrecarga muscular”, afirma o médico.
Para o especialista, o ponto mais crítico não é apenas o gasto calórico isolado, mas sim o acúmulo do desgaste ao longo dos dias. A recuperação entre um desfile e outro, especialmente para quem enfrenta a ponte aérea Rio–São Paulo, torna-se tão crucial quanto a preparação física prévia.
A estreia de Virgínia no samba também chama atenção. Diferentemente de Sabrina e Viviane, que já estão acostumadas a esse nível de desgaste, a influenciadora fará sua estreia como rainha de bateria da Grande Rio em um dos cargos mais exigentes do carnaval carioca. Embora não tenha a dupla jornada entre estados, o tempo prolongado de desfile e a pressão performática colocam seu corpo sob um nível de cobrança comparável ao das veteranas.
O que o público vê na avenida é o resultado de um processo que mistura espetáculo, resistência e disciplina física. Por trás do sorriso, do samba no pé e das fantasias luxuosas, Sabrina, Viviane e Virgínia vivem um carnaval exigente para o corpo, comparável a provas esportivas de alto rendimento. Um esforço invisível para quem assiste, mas crucial para sustentar o espetáculo até o último setor da avenida.



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