Epstein: Príncipe sob pressão para depor em Washington
Título: Epstein: Príncipe sob pressão para testemunhar em Washington
- Departamento de Justiça dos EUA divulgou nova leva de documentos de Jeffrey Epstein, revelando conexões mais próximas com personalidades como Elon Musk e Richard Branson.
- Príncipe Andrew enfrenta pressão para prestar depoimento nos EUA sobre acusações de abuso sexual relacionadas a Epstein, com possível nova vítima reportada pela BBC.
- Documentos revelam diálogos de Epstein sobre mulheres com Steve Tisch e seu entusiasmo com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Elon Musk, o secretário de Comércio de Trump, Howard Lutnick, o bilionário britânico Richard Branson, o magnata imobiliário de Nova York, Andrew Farkas, o investidor Peter Thiel, um dos proprietários do time de futebol New York Giants, Steve Tisch, e o bilionário Leon Black tinham conexões mais próximas com o criminoso Jeffrey Epstein do que haviam admitido publicamente.
Isso ficou evidente com a divulgação da mais recente leva de documentos de Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Agora, seus nomes se somam a outros ‘amigos’ já conhecidos do financista, incluindo o atual presidente Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton, o fundador da Microsoft, Bill Gates, o ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Barak, o príncipe britânico Andrew, o ideólogo da extrema direita Steve Bannon, o cineasta Woody Allen e o linguista Noam Chomsky.
A novela, no entanto, está longe de terminar. Em 11 de fevereiro, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, irá testemunhar perante a Comissão de Justiça da Câmara dos Estados Unidos. Vítimas de Jeffrey Epstein planejam protestar.
Em uma carta aberta, algumas delas escreveram:
“Isso não acabou. Não vamos parar até que a verdade seja completamente revelada e todos os responsáveis sejam finalmente responsabilizados. Como sempre dissemos, esta não é uma questão política. Esperamos que democratas e republicanos se unam às sobreviventes e continuem a exigir a divulgação completa dos documentos de Epstein.”
O Departamento de Justiça, sob a alegação de que era necessário “proteger as vítimas”, censurou centenas de páginas dos documentos, mas, segundo o New York Times, expôs pelo menos 40 imagens de nudez e rostos dos fotografados antes de removê-los após alerta de jornalistas.
Príncipe sob pressão
Jeffrey Epstein cometeu suicídio em uma prisão de Nova York antes de ser julgado pela segunda vez. Sua parceira, Ghislaine Maxwell, cumpre 20 anos de prisão por tráfico de menores e outras acusações.
Até o momento, apenas o príncipe Andrew foi indiretamente “punido” pelo escândalo, perdendo todos os privilégios públicos da monarquia britânica. Ele foi acusado por Virginia Giuffre. Antes de falecer, ela escreveu o livro Nobody’s Girl, no qual narrou ter tido três encontros sexuais com Andrew, um deles quando ela tinha 17 anos.
Em outra ocasião, Virginia contou que teve relações com Andrew, Epstein e outras oito mulheres. Ela frequentou propriedades do financista em Nova York, Palm Beach, um rancho no Novo México e na ilha caribenha Pequena Saint James.
Ativistas em defesa das vítimas de Epstein querem que o príncipe Andrew seja levado para os Estados Unidos para prestar depoimento. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, sugeriu que o príncipe atenda à convocação do Congresso dos EUA.
Mais uma vítima
No sábado, a BBC britânica publicou uma entrevista com um advogado americano que representa uma segunda mulher que teria sido enviada por Epstein para se encontrar com o príncipe em Londres. Após passar a noite com o príncipe na residência real, a mulher teria feito um tour no Palácio de Buckingham.
A nova leva de documentos revela mais detalhes sobre a predileção de Epstein por discutir mulheres com ‘amigos’.
Um dos proprietários do New York Giants, Steve Tisch, conheceu uma jovem por intermédio de um associado de Epstein e perguntou a terceiros em uma mensagem: “Ela é uma profissional ou civil?”.
Epstein convidou Tisch para uma festa e mencionou que poderia convidar uma mulher russa não identificada caso o empresário desejasse. “Posso esperar ‘serviço’?”, questionou Tisch.
Epstein, em mensagens trocadas com Steve Bannon, expressou entusiasmo com a candidatura e vitória de Jair Bolsonaro no Brasil durante a campanha presidencial de 2018.


