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Espírito Santo institui Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa

Espírito Santo institui Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa

Espírito Santo institui Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa

No Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (28), foi publicado o decreto nº 6298-R, que estabelece o Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Espírito Santo. Esse programa define objetivos, diretrizes, instrumentos e a governança da política pública destinada à restauração ambiental no território capixaba.

O principal propósito do programa é articular e integrar políticas federais e estaduais de recuperação florestal, impulsionar a regularização ambiental das propriedades rurais conforme o Código Florestal e contribuir para o cumprimento das metas climáticas assumidas pelo Espírito Santo. A implementação será realizada pelo Poder Executivo estadual em colaboração com os municípios, organizações da sociedade civil e setor privado.

Segundo o decreto, a recuperação da vegetação nativa consiste em restabelecer a cobertura vegetal original, contemplando diversas abordagens, como regeneração natural, reabilitação ou restauração ecológica, recuperação produtiva e reflorestamento, ampliando as possibilidades de adaptação às realidades ambientais e socioeconômicas do Estado.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, enfatiza que o programa será executado por meio do Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (PERVN Capixaba), em integração com instrumentos já existentes, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Programa de Regularização Ambiental (PRA), o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o Programa Estadual de Monitoramento e Combate ao Desmatamento Ilegal, entre outras políticas estratégicas.

O decreto também conecta o PERVN Capixaba a iniciativas estruturantes do Estado, como a Política Estadual de Biodiversidade, o Programa Capixaba de Carbono e Soluções Baseadas na Natureza, o Programa Capixaba de Mudanças Climáticas e o Plano NetZeroES 2050, fortalecendo a recuperação da vegetação nativa como pilar do desenvolvimento sustentável capixaba.

No prazo de até 180 dias a partir da publicação do decreto, será emitida uma portaria conjunta das Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca para formalizar o PERVN Capixaba e estabelecer a Comissão Estadual para Recuperação da Vegetação Nativa, responsável pela coordenação, monitoramento e avaliação do programa.

O coordenador do Programa Reflorestar, Gabriel Nunes, destaca que a política adota uma visão abrangente de restauração, ao reconhecer tanto os processos ecológicos quanto o potencial econômico sustentável, gerando benefícios ambientais, sociais e produtivos para o meio rural capixaba.

Entre as diretrizes do programa estão a adaptação às mudanças climáticas, a prevenção de desastres naturais, a proteção dos recursos hídricos e dos solos, a conservação da biodiversidade e o estímulo à recuperação de Áreas de Preservação Permanente, Reservas Legais e áreas com potencial de uso econômico sustentável, consolidando a recuperação da vegetação nativa como estratégia de futuro para o Espírito Santo.

PERVN Capixaba

O Plano Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa (PERVN Capixaba) será o principal instrumento de implementação da política. Alinhado ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (PLANAVEG), o PERVN Capixaba adapta as diretrizes nacionais às especificidades do território capixaba, tornando o Espírito Santo o primeiro estado da Mata Atlântica a estruturar um plano subnacional conectado à nova versão do PLANAVEG.

O plano prevê a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais (RL), áreas rurais de baixa produtividade e áreas públicas, além de ações voltadas ao fortalecimento da bioeconomia, com estímulo à cadeia produtiva, ao financiamento e ao monitoramento da restauração florestal. Atualmente, o plano está em fase de elaboração, com previsão de abertura de consulta pública em março de 2026.

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