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Estudantes aprovados na USP e Unicamp celebram após anos de dedicação

Estudantes aprovados na USP e Unicamp celebram após anos de dedicação

Estudantes aprovados na USP e Unicamp celebram após anos de dedicação

A divulgação dos resultados dos vestibulares da USP (Universidade de São Paulo), nesta sexta-feira (23), e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na quinta-feira (22), trouxe emoção e alívio para milhares de candidatos.

Entre os aprovados em cursos altamente concorridos como medicina, encontram-se histórias de perseverança, dedicação e a realização de um sonho.

Louise Caroline Morais de Araújo, 18 anos, deixou Manaus (AM) para se preparar em São Paulo e conquistou uma vaga em medicina na USP e outra na Unicamp. “Eu comecei a chorar.”

A estudante relata que se preparou durante um ano no cursinho Poliedro para os vestibulares paulistas. “Minha maior dificuldade foi o estilo das provas discursivas, especialmente da USP, que é bem diferente.”

A preparação foi fundamental não apenas no conteúdo, mas também no desenvolvimento da escrita e na estruturação das respostas.

Como sugestão para outros candidatos, Louise destaca a importância de corrigir erros nos simulados. “É uma maneira de solidificar o aprendizado, aprofundar a teoria e evitar repetir equívocos”, disse a estudante, que se matriculará na USP.

Engenharia Civil como paixão

Aluno do cursinho Objetivo, Bruno Dal Max Leão Re, 18 anos, foi aprovado em engenharia civil na Poli, pela Fuvest. Para o estudante, a conquista no curso de sua paixão representa muito mais do que uma vaga: é o início de uma carreira dedicada a questões de urbanismo e cidade.

Bruno destaca que a consistência foi crucial. “Mesmo em períodos um pouco mais desafiadores, é essencial perseverar. Isso realmente torna possível o sucesso.”

Quatro anos até a aprovação

Henrique Lucas de Lima, 21 anos, passou por uma jornada de quatro anos de preparação até garantir sua vaga em medicina na USP e na Unicamp. “Estava diante do computador quando comecei a receber mensagens no WhatsApp. Nesse momento, comecei a tremer; o coração e as mãos estavam agitados.”

Aluno do Poliedro, Henrique iniciou sua preparação no primeiro ano de cursinho. “Obtive um bom desempenho nos vestibulares, mas ainda insuficiente para a aprovação.”

A mudança decisiva ocorreu no quarto ano, quando decidiu se mudar de Bragança Paulista para Campinas, no interior de São Paulo. “Percebi a necessidade de uma mudança mais significativa. Decidi me mudar para Campinas, onde me matriculei em um cursinho que me concedeu uma bolsa integral.”

A experiência presencial foi transformadora. “As aulas são de alta qualidade e a orientação pedagógica é muito precisa, direcionando eficazmente os estudantes para a aprovação.”

Henrique deixa um conselho valioso para futuros vestibulandos. “Dediquem-se intensamente ao presente, com foco e consistência. Sempre que possível, optem por um cursinho presencial em uma cidade maior e estejam abertos a mudanças de localidade por essa oportunidade.”

O estudante também destaca a importância de assistir às aulas, revisar os conteúdos, fazer simulados, respeitar os momentos de descanso, praticar atividades físicas e cuidar da alimentação. “Tudo isso faz toda a diferença no desempenho.”

Medicina na Unicamp: emoção e alívio

Rafael Bernardes Mendes da Silva, 19 anos, residente em Santo André, ABC paulista, foi chamado para medicina na Unicamp após dois anos de preparação intensiva. “Foi uma sensação indescritível, a certeza de que todo o esforço valeu a pena e de que os sonhos são alcançáveis,”

A trajetória foi marcada por desafios emocionais. “A rotina de preparação não foi nada fácil. O cansaço, somado à incerteza da aprovação, dificulta manter um ritmo constante, mas é essencial ter um objetivo claro e acreditar no próprio potencial.”

Surpresa na primeira chamada

Vinicius Cauã Machado da Silva Mota, 19 anos, natural de Pouso Alegre (MG), tinha a Unicamp como seu principal objetivo. Sem confiança em seu próprio desempenho, foi surpreendido ao ver seu nome já na primeira chamada.

“Eu comecei a gritar, a gritar muito. Liguei para minha mãe, que ficou muito feliz, chorou. Ela estava perto do meu tio, de minha tia, e eles também começaram a chorar. Liguei para meu pai, meus amigos também começaram a ligar para mim. Foi muito especial!”, relata Vinicius.