Europa convoca reunião de emergência após Trump ameaçar tarifas
Donald TrumpFoto: Joey Sussman/Shutterstock/Reprodução/ND Mais
A UE (União Europeia) marcou para esta domingo (18) uma reunião de emergência para discutir uma resposta às novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O líder americano anunciou ontem que pretende sobretaxar produtos europeus caso a Dinamarca não facilite a venda da Groenlândia para os EUA.
Segundo o UOL, o encontro acontece no Chipre, país que ocupa a presidência rotativa do bloco, e está previsto para as 12h (horário de Brasília). A reunião contará com embaixadores dos 27 países membros.
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O que está em jogo: as tarifas
O plano de Trump estabelece um cronograma de pressão econômica crescente contra os países que se opuserem à transação:
- 1º de fevereiro: início de uma taxa de 10% sobre produtos da UE.
- Junho: aumento das tarifas para 25%.
- Condição: as taxas permaneceriam em vigor até que um acordo para a “compra completa e total da Groenlândia” fosse selado.
Resposta imediata: Embaixadores da UE se reúnem em emergência no Chipre para frear ameaças de TrumpFoto: Reprodução
Segundo o presidente, a medida é uma forma de cobrar a Dinamarca por “anos de favores” e subsídios que os EUA teriam oferecido ao país e ao bloco europeu ao longo das últimas décadas.
“Dois trenós puxados por cães”: a justificativa de Trump
Em publicação no Truth Social, Trump argumentou que a Groenlândia — território autônomo sob soberania dinamarquesa — está vulnerável à influência da China e da Rússia.
“A China e a Rússia querem a Groenlândia, e não há absolutamente nada que a Dinamarca possa fazer a respeito disso. Atualmente, eles têm dois trenós puxados por cães como proteção”, afirmou o presidente.
Além da questão geopolítica, Trump citou a importância estratégica da ilha para novos sistemas de defesa americanos, como o projeto “Golden Dome”, que serviria para proteger também o Canadá.
Crise no Ártico: Trump condiciona fim de tarifas comerciais à compra da Groenlândia pelos EUAFoto: The White House/Flickr/ND Mais
Próximos passos
Apesar da postura agressiva, o governo americano declarou que está “imediatamente aberto à negociação” com a Dinamarca e demais países envolvidos. Até o momento, nenhum governo europeu se manifestou oficialmente sobre as declarações, aguardando o encerramento da reunião no Chipre para uma resposta conjunta.


