Exclusivo: Lucas Penteado questiona decisão da Globo com Karol Conká, critica comparações com Pedro e revela atentado em casa
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Cinco anos após o BBB 21, Lucas Penteado falou ao hugogloss.com sobre sua trajetória pós-reality, comparações com o BBB 26, relação com ex-brothers, planos na política e um episódio recente de violência.
Cinco anos se passaram desde o “BBB 21” e, até hoje, a participação de Lucas Penteado continua gerando repercussão entre os fãs do reality. Em entrevista exclusiva ao hugogloss.com, o ator analisou sua trajetória após o programa. Na conversa, Lucas revelou como está sua relação com os demais concorrentes da edição, relembrou o acolhimento da emissora na época e abriu o coração sobre as comparações com Pedro, do “BBB 26“. Ele ainda expôs seus planos na política e denunciou um recente atentado sofrido dentro de casa.
Lucas entrou como Camarote da edição 21. Na época, ele era conhecido principalmente por seu papel em “Malhação: Viva a Diferença”. O artista desistiu do programa após duas semanas confinado. Ele se desentendeu com alguns participantes, principalmente Karol Conká, depois de um beijo em Gil do Vigor.
Lembranças do “BBB 21”
Questionado se mudaria algo em sua passagem pelo reality, Lucas garantiu que não se arrepende da própria história. “Na verdade, não. Iria me divertir nas festas da mesma maneira. Eu acho que quem teria que fazer algo diferente seriam os participantes. Porque eu sofri racismo e homofobia lá. Esse foi o único problema do BBB”, declarou. Para ele, o ambiente de pressão contribui para excessos, mas não justifica ataques. “Homofobia e racismo são crimes”, reforçou.
Sobre os bastidores, Lucas disse manter uma relação positiva com Boninho. “Ele está sempre comentando as minhas vitórias, assim como eu sempre comento as vitórias dele. A gente está sempre torcendo pela vitória um do outro”. Já em relação à emissora, ele fez ponderações. “Com todo respeito ao trabalho da Karol, uma excelentíssima artista, mas a Globo a contrata para usar do personagem que cometeu atrocidades no meu BBB. E aí esse personagem é incentivado a existir, e eu acho que isso é um tiro no pé. É desnecessário e até deselegante”, definiu.
Lucas também falou sobre a conversa que teve com Conká após o programa: “Ela não me devia nada, nem um pedido de desculpas, porque, a partir do momento em que alguém te machuca, cabe a você cuidar de si. O problema que ela tinha para resolver era com ela mesma. Não havia como ela reparar os problemas que ela me causou de maneira alguma”.
Lucas e Gil deram um beijão durante uma festa no reality (Fotos: Reprodução/TV Globo; Instagram)
Na época de sua desistência, o nome de Lucas fora catapultado como um dos mais falados das redes sociais, atraindo a atenção de marcas e empresas. De acordo com o artista, entretanto, ele perdeu oportunidades por conta de cláusulas no contrato com a Globo. “Uma das parcerias foi oferecida por R$ 600 mil, e nós fomos impedidos de fechar porque conflitava com uma empresa que correspondia ao Big Brother”, relembrou.
Sobre os colegas de confinamento, Lucas afirmou que o contato é raro. “Exceto o Gil. Temos uma relação muito boa. Juliette… Durante um tempo, mantivemos uma relação muito boa. Só que é muito trabalho. Então, não tivemos tempo para ficar conversando. A Pocah, eu encontrei em uma festa. A Kerline, eu entrei em contato. Até o Nego Di, nós chegamos a conversar”, disse. Ele ainda ressaltou: “Eu não tenho absolutamente nada contra nenhum participante do Big Brother. E nunca tive”.
Opiniões sobre o “BBB 26”
Ao comentar a edição atual, Lucas se mostrou preocupado com o episódio de importunação sexual sofrido por Jordana. “Como é possível, em um lugar com 200 câmeras, uma pessoa não estar segura? Eu tô embasbacado”, questionou. Antenado aos acontecimentos da temporada, ele disse querer na final, Babu Santana, Solange Couto, Sarah Andrade e Ana Paula Renault.
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Já as comparações entre Lucas e Pedro, que desistiu do “BBB 26”, incomodaram profundamente o ator. Para ele, a associação entre as duas trajetórias é injusta. “Eu senti essas comparações como mais um ato criminoso”, afirmou. “Não há comparação nenhuma entre nós. Não há semelhança nenhuma entre nós. Eu fui perseguido pela casa. Eu fui humilhado pela casa. Eu fui diminuído pela casa, não foi o contrário. Ele cometeu intolerância religiosa. Eu sofri intolerância religiosa”, relatou.
Falas ácidas de Karol Conká para Lucas Penteado revoltaram o público na época (Fotos: Reprodução/TV Globo)
Emocionado, Lucas desabafou sobre o episódio vivido no “BBB 21”. “Quando a Karol gritou, em alto e bom som: ‘Onde está o seu Deus agora?’”. É uma tortura psicológica, porque, naquele momento, foi o único momento que eu me senti sozinho”, recordou.
Planos na política
Na entrevista, o ator anunciou que recebeu convites para entrar na política e confirmou a intenção de disputar as eleições de 2026. “Fomos procurados por alguns partidos políticos. Nos ofereceram propostas e espaço político, o Partido dos Trabalhadores, o Partido Avante e o Partido Solidariedade. Nós ainda não tomamos a decisão de qual partido, mas tomamos a decisão de que, sim, iremos participar, se Deus permitir, das eleições de 2026”, revelou. Entre as pautas que pretende defender, Lucas destacou saúde mental, políticas públicas afirmativas, educação, cultura e fiscalização do uso de recursos públicos.
O artista ainda denunciou que sua família foi alvo de um possível atentado recentemente. “Invadiram a casa da minha avó e cortaram o cano do gás que fornece gás encanado para a nossa casa”, relatou. “Foi alguém simplesmente fazendo isso para roubar o cano ou uma tentativa de explodir a minha casa? Nós não sabemos”, pontuou. No entanto, diante do ocorrido, ele fez um apelo: “Quando nós lutamos por políticas públicas afirmativas, nós nos colocamos em risco. Não deixem pessoas que lutam pela humanidade sozinhas. Elas estão realmente correndo risco”.
Lucas encantou o público ao interpretar Claudinho na cinebiografia “Nosso Sonho” (Foto: Reprodução/Vitrine Filmes)
Apesar do susto, o artista comemorou o momento de destaque no cinema, com três filmes sendo lançados ainda este ano. Entre os projetos, estão dois longas dirigidos por Hsu Chien: “A Banda”, que também conta com Luísa Perissé e Lucas Salles, e “Os Emergentes”. Lucas também integra o elenco de “Senhoras”, ao lado de Nívea Maria e Zezeh Barbosa.
Além disso, o ator comemorou a projeção internacional de seu trabalho em “Nosso Sonho“, cinebiografia da dupla Claudinho e Buchecha. “Estamos passando nos cinemas do Japão. Ganhamos prêmios do outro lado do mundo”, disse, emocionado. “Eu nunca imaginei, naquela época em que eu não tinha nem o que comer, que um dia eu ia, com o meu trabalho, passar do outro lado do mundo. Que eu ia passar num local onde os melhores desenhos foram criados. Porque eu cresci assistindo aos desenhos de lá. E hoje eu estou podendo falar um pouco do meu país através desse filme”, concluiu.
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Confira a entrevista na íntegra:
HG: Estamos na época do BBB, e numa temporada com participantes emblemáticos. Você ainda pensa na sua trajetória no programa? Você faria alguma coisa diferente se pudesse voltar?
L: Na verdade, não. Iria me divertir nas festas da mesma maneira. Eu acho que quem teria que fazer algo diferente seriam os participantes. Porque eu sofri racismo e homofobia lá. Esse foi o único problema do BBB. Numa festa, a gente se diverte, a gente bebe. No BBB, claramente, por estar pressionado, pode ser que a gente passe do ponto da quantidade da bebida, puxe um assunto ou outro incômodo. Mas acho que quem teria que ter mesmo um comportamento diferente no Big Brother seriam os outros participantes que cometeram atrocidades contra mim. Crimes, na verdade, né? Porque homofobia e racismo são crimes.
HG: Quanto tempo levou para você entender o impacto da sua saída aqui fora?
L: Acho que eu só compreendo hoje o quanto foi necessária, para o país, a mensagem de: quando algo está tóxico, parta, vá embora. Que a gente não é obrigado a ficar vivendo relações tóxicas. Além de partir, denuncie, proteja-se. Porque o algoz pode se fazer de vítima para poder silenciar a verdadeira vítima.
HG: Você e o Boninho chegaram a conversar depois que você deixou o programa?
L: A gente tem uma relação muito boa. Isso eu posso dizer. E estamos sempre torcendo um pelo outro. Ele está sempre comentando as minhas vitórias, assim como eu sempre comento as vitórias dele. A gente está sempre torcendo pela vitória um do outro.
HG: Mais alguém do alto escalão da Globo chegou a te procurar? Como foi o acolhimento da Globo?
L: A minha única colocação é: como ela [a Globo] pode aprovar, em novos projetos, pessoas que foram expulsas ou pessoas que humilharam outras pessoas lá dentro? Até onde vai essa empatia? Com todo respeito ao trabalho da Karol [Conká], uma excelentíssima artista, mas a Globo a contrata para usar do personagem que cometeu atrocidades no meu BBB. E aí esse personagem é incentivado a existir, e eu acho que isso é um tiro no pé. É desnecessário e até deselegante.
Porque esse personagem despertou gatilhos não só em mim lá dentro ou em outros participantes, mas também em pessoas aqui fora. Nós não podemos incentivar que as pessoas se comportem daquela maneira. Pelo contrário, o que nós precisamos passar para as pessoas é que elas não devem maltratar outras pessoas, independentemente do motivo. E que saúde mental é uma coisa muito séria. E que nós temos que ter responsabilidade emocional antes, durante e depois do ato.
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HG: Você e a Karol chegaram a conversar depois? Como está a relação de vocês?
L: Sim, chegamos a conversar. Subi com ela cantando no palco… O meu pensamento é que a melhor forma de sermos seres humanos melhores não é olhando o problema do outro, e sim para o nosso problema dentro da gente. Então, ela não me devia nada, nem um pedido de desculpas, porque, a partir do momento em que alguém te machuca, cabe a você cuidar de si. O problema que ela tinha para resolver era com ela mesma. Não havia como ela reparar os problemas que ela me causou de maneira alguma. Isso era um trabalho do meu psiquiatra e do meu psicólogo.
HG: A sua saída te impactou em outras áreas da sua vida, financeiramente, por exemplo?
L: Nós assinamos um contrato logo em seguida com a Globo. Mas teve um contrato que o BBB me impediu de fechar, sim. Uma parceria comercial, na época, com algumas marcas. Uma das parcerias foi oferecida por R$ 600 mil, e nós fomos impedidos de fechar porque conflitava com uma empresa que correspondia ao Big Brother. Um patrocínio.
Mas a principal questão emocional que eu sempre reclamo é: eu saí de lá acolhido e, ao mesmo tempo, cancelado. Muita gente discordava de que eu havia sofrido racismo e discordava de que eu havia sofrido homofobia. E, quando esses participantes saem, eles se posicionam ainda com declarações racistas e homofóbicas. Até hoje, diga-se de passagem. E esse tipo de acolhimento eu não tive. Nem da emissora, nem de ninguém. Absolutamente ninguém se posicionou apontando aqueles atos como atos que, literalmente, conotam crimes. Esse seria o principal acolhimento que eu poderia ter recebido naquela época, porque iria demonstrar para a população que ela não deve fazer isso aqui fora.
HG: Você não tem mais contato com ninguém da sua época do BBB?
L: É difícil a gente manter, porque estamos todos trabalhando. Mas encontrei diversos deles. Ninguém quis muita afinidade comigo e eu também não estou atrás de forçar uma amizade com ninguém. Exceto o Gil. Temos uma relação muito boa. Juliette… Durante um tempo, mantivemos uma relação muito boa. Só que é muito trabalho. Então, não tivemos tempo para ficar conversando. A Pocah, eu encontrei em uma festa. A Kerline, eu entrei em contato para conversar com ela. Logo, ela me convidou para participar de um programa. Mas, em seguida, há pouco tempo, ela se posicionou novamente de maneira arbitrária e agressiva, comentando sobre um acontecido que ela descreve de maneira torta, na minha opinião. Até o Nego Di, nós chegamos a conversar. Encontrei o Caio. Encontrei o Projota em um programa de televisão do SBT. Eu não tenho absolutamente nada contra nenhum participante do Big Brother. E nunca tive. Na verdade, foram eles que tiveram contra mim durante o BBB. Desigualmente.
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HG: O que você está achando do BBB 26?
L: É importante que ele seja o reflexo da sociedade. É importante que nós vejamos os atos das pessoas lá dentro como atos que acontecem aqui fora. Porém, nós fechamos os olhos. Mas dentro do BBB não tem como esconder. Como é possível, em um lugar com 200 câmeras, uma pessoa não estar segura? Em questão de violência,



