Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid
(FOLHAPRESS) – O Exército concedeu a aposentadoria antecipada ao tenente-coronel Mauro Cid, 46 anos, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento na trama golpista.
O militar, que colaborou com informações no processo que resultou na prisão do ex-presidente, encerrará suas atividades em 31 de janeiro e passará para a reserva.
Cid formalizou seu pedido de aposentadoria ao Exército em agosto, antes de completar o tempo mínimo de serviço. Na ocasião, uma comissão foi formada para analisar a documentação do militar antes de tomar uma decisão.
A informação inicialmente foi divulgada pelo SBT News.
O pedido é conhecido como cota compulsória, um mecanismo que permite que militares passem para a reserva do Exército e recebam como aposentadoria um valor proporcional ao tempo de serviço.
Cid possui 29 anos e 11 meses de serviços prestados ao Exército e, em setembro, foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto, como parte de um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. Ele teria o direito de se aposentar do serviço ativo, com todos os benefícios, somente após completar 31 anos de trabalho. No entanto, na prática, a redução salarial ao se aposentar seria mínima.
O Exército sugeriu a Cid que se aposentasse em 2023, por meio da cota compulsória, conforme relatado por três generais à reportagem. O argumento era que o militar poderia focar em sua defesa diante das investigações sobre a trama golpista.
Na época, o tenente-coronel recusou a sugestão, acreditando na possibilidade de reverter a situação, confiante de que nem seria denunciado pela tentativa de golpe de Estado. Contudo, aliados de Cid consideraram que a situação tornou-se insustentável, concluindo que deixar o Exército seria a melhor alternativa.
O pedido de aposentadoria de Cid foi anunciado por seu advogado, Jair Alves Pereira, durante sua manifestação na Primeira Turma do STF.



