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Governo Lula autoriza uso da Força Nacional em Roraima após invasão dos EUA na Venezuela

Governo Lula autoriza uso da Força Nacional em Roraima após invasão dos EUA na Venezuela

Governo Lula autoriza uso da Força Nacional em Roraima após invasão dos EUA na Venezuela

Fronteira entre Brasil e Venezuela. Foto: Reprodução/Flickr

O governo Lula (PT) autorizou o emprego da Força Nacional nas cidades de Boa Vista e Pacaraima, em Roraima, medida anunciada nesta quinta-feira (8) após a invasão dos Estados Unidos na Venezuela.

A atuação será pelo período de 90 dias, com foco na preservação da ordem pública e no apoio às forças de segurança locais, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União.

A portaria assinada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, determina que os agentes realizem “serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.

O número de agentes não foi detalhado, apenas informado que o contingente seguirá o planejamento da Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública.

Ministério da Saúde envia equipe

Além do reforço policial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou o envio de uma equipe da Força Nacional do SUS para avaliar estruturas de atendimento em Roraima. A medida faz parte de um plano de contingência que prevê proteção do sistema de saúde diante de eventual aumento na demanda de migrantes.

Segundo o ministério, até o momento não houve aumento no fluxo migratório após o ataque norte-americano que destruiu um centro de distribuição de aparatos médicos na Venezuela. O governo brasileiro também enviará insumos de diálise para Caracas.

Sequestro de Maduro

O então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados pelos Estados Unidos no último sábado. Explosões e sobrevoo de aviões foram registrados em Caracas e outras regiões, deixando cerca de cem mortos, segundo o governo venezuelano.

Maduro e Cilia foram levados a Nova York, onde se declararam inocentes em audiência que terá continuidade em março. O julgamento pode se prolongar por mais de um ano.

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Nova York. Foto: Reprodução

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