Guarulhos prepara homenagem aos Mamonas Assassinas 30 anos após tragédia
Guarulhos se prepara para prestar uma homenagem aos Mamonas Assassinas, 30 anos após a trágica perda. As famílias dos integrantes decidiram cremar os corpos, dando origem ao plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade que foi lar e palco da trajetória desses músicos que conquistaram o Brasil.
O grupo, que foi um fenômeno nacional nos anos 1990, ficou conhecido pelo seu humor irreverente e por músicas como “Brasília Amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”. Seu primeiro e único álbum, lançado em junho de 1995, vendeu 1,8 milhão de cópias em apenas oito meses, alcançando mais de 3 milhões de unidades vendidas ao longo dos anos, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais da música brasileira.
A tragédia que interrompeu a ascensão meteórica da banda aconteceu em 2 de março de 1996, quando o jatinho Learjet 25D que transportava os músicos colidiu na Serra da Cantareira. Além dos integrantes Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, também faleceram o piloto, o co-piloto, um ajudante de palco e um segurança.
O evento foi marcado por forte comoção em Guarulhos. O velório, que reuniu cerca de 30 mil pessoas, ocorreu no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, seguido por um cortejo de mais de 100 mil fãs até o Cemitério Parque das Primaveras. Cerca de 500 pessoas participaram da cerimônia de sepultamento, que durou aproximadamente 40 minutos.
Em um momento emocionante de despedida, familiares e amigos entoaram “Parabéns a Você” para Dinho, que completaria 25 anos naquele 4 de março de 1996.
Três décadas depois, Guarulhos mantém viva a memória da banda que transformou a irreverência em um fenômeno nacional, deixando um legado eterno na cidade.


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