Justiça manda apreender passaporte de João Appolinário, da Polishop, por dívida | Empresas
A Justiça de São Paulo determinou que a Polícia Federal deve apreender o passaporte de João Appolinário, empresário fundador da Polishop. A decisão também atinge o sócio dele, Carlos Marcos de Oliveira Neto.
A decisão ocorre no âmbito de uma ação de cobrança de empréstimo movida pelo Itaú Unibanco que tramita desde 2024, na 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, contra a Polishop, devido a um empréstimo bancário.
O juiz Douglas Iecco Ravacci determinou a apreensão do passaporte pelo prazo de dois anos pela Polícia Federal, em decisão publicada na última quinta-feira (22). Segundo o magistrado, a apreensão dos documentos deve prosseguir em razão do histórico do processo, em que a Justiça realizou “reiteradas tentativas frustradas de localização de bens, bem como resistência injustificada dos executados ao cumprimento das ordens judiciais, circunstâncias que evidenciam a necessidade de providência coercitiva apta a induzir comportamento colaborativo”.
Segundo o site Infomoney, o Itaú cobra uma dívida de R$ 1,9 milhão contra a Polishop referente a um empréstimo de R$ 5 milhões, que não estaria sendo pago desde abril de 2024. O Globo tentou contato com as defesas de João Appolinário e Carlos Marcos de Oliveira Neto.
A Polishop está em recuperação judicial desde 2024. A origem da crise da empresa que levou ao pedido de recuperação judicial da rede varejista teria sido causada por uma discordância entre João Appolinário e Carlos Marcos de Oliveira Neto.
Com a alegação de dívidas estimadas em R$ 395,6 milhões, a empresa tinha um plano de reestruturação que envolvia cortes no orçamento e criação de modelo de franquias, o que teria desagradado a Carlos Marcos de Oliveira Neto, diretor de Operações, que possuía 50% de participação no negócio.
De acordo com informações da Polishop, os desentendimentos com o sócio teriam se iniciado em 2019 e se intensificado com os impactos trazidos pela pandemia, como o aumento do custo de locação em shoppings, além do encolhimento na concessão de financiamento para o varejo depois da crise da Americanas. A disputa teria se encerrado em 2024, quando a participação de Oliveira Neto se reduziu para menos de 3%.


