Justiça suspende atendimentos de emergência do SUS na Beneficência Portuguesa após MP apontar falhas graves em Ribeirão Preto
Justiça suspende atendimentos de emergência do SUS na Beneficência Portuguesa após MP apontar falhas graves em Ribeirão Preto
Justiça suspende atendimentos no Hospital Beneficência Portuguesa em Ribeirão Preto. A determinação judicial solicita que a Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) e o estado de São Paulo cessem o encaminhamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para o setor de urgência e emergência do Hospital Beneficência Portuguesa. A unidade foi alvo de uma ação civil do Ministério Público devido a irregularidades graves e persistentes.
A juíza Lucilene Aparecida Canella de Melo, da 2ª Vara da Fazenda Pública, estipulou um prazo de 90 dias para que a tradicional instituição hospitalar, situada na região central da cidade, corrija os problemas, incluindo mudanças na equipe médica e uma obra de adequação no projeto arquitetônico do prédio.
Apesar da decisão, as consultas e cirurgias não foram interrompidas. A Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou que suspendeu o encaminhamento de pacientes para a urgência e emergência da unidade, seguindo a determinação judicial. A reorganização da rede municipal está em curso para minimizar os impactos da decisão.
O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Ribeirão Preto informou que está trabalhando em conjunto com os hospitais da região para regular a transferência de casos de urgência e emergência para outras unidades hospitalares. O DRS garantiu que nenhum atendimento será prejudicado.
De acordo com o processo, o Hospital Beneficência Portuguesa enfrenta problemas como a ausência de enfermeiros em locais estratégicos, superlotação, falta de quartos exclusivos para isolamento de pacientes, e falhas na anotação de responsabilidade técnica. A Vigilância Sanitária também identificou a operação de unidades de pronto atendimento sem projetos arquitetônicos aprovados, com discrepâncias entre os setores destinados a convênios e ao SUS.
As adequações solicitadas não foram realizadas, mesmo diante das fiscalizações e notificações. O hospital argumentou que buscava melhorias, mas dependia de repasses externos. Novas inspeções em 2025 confirmaram a persistência dos problemas, incluindo casos de pacientes aguardando leitos de UTI após procedimentos.
Providências em 90 dias
A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública determinou que, em 90 dias, o hospital adote as seguintes medidas: reorganização da sala de observação do pronto atendimento SUS, disponibilização de equipe multiprofissional completa, condições para acompanhantes, equipamentos essenciais e início das obras de adequação do projeto arquitetônico aprovado pela Vigilância Sanitária. Nesse período, novos pacientes não devem ser encaminhados para a instituição.

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