Karla Sofía Gáscon fala sobre brasileiros em meio à polêmica de Oliver Laxe
Karla Sofía Gáscon se posiciona sobre brasileiros em meio à controvérsia envolvendo Oliver Laxe
A atriz Karla Sofía Gáscon, de 53 anos, fez uma declaração sobre o Brasil neste sábado, em meio à polêmica envolvendo o diretor Oliver Laxe, responsável pelo filme “Sirât”.
A controvérsia teve início quando Laxe, em uma entrevista, afirmou que os brasileiros seriam “ultranacionalistas” e que, devido a esse suposto patriotismo, votariam até em um “sapato” no Oscar. “Há muitos brasileiros na Academia, e nós os adoramos, mas eles são ultranacionalistas. Acredito que se os brasileiros indicarem um sapato para o Oscar, todos votariam nele”, declarou.
A repercussão nas redes sociais fez com que o nome de Gáscon voltasse à tona. Neste sábado (24), ela compartilhou uma foto de um chinelo verde e amarelo, ao som da música “Idiota”, de Jão. “Me encantam as Havaianas. Não me comparem, nenhum calçado é mais confortável“, escreveu sobre a imagem. Embora não tenha mencionado diretamente o cineasta, a mensagem foi interpretada como uma possível alusão.
No entanto, em um desabafo mais profundo, Gáscon expressou estar “cansada de falsas afirmações” atribuídas a ela. “Parem de me usar para justificar seus propósitos obscuros, para ganhar audiência ou aumentar visualizações”, escreveu, pedindo que parassem de lhe atribuir palavras que ela nunca disse. “Nunca pronunciei nenhuma das palavras que me atribuem. E, se estão tão certos, devem comprovar perante a justiça“, completou.
“Sempre defendi o povo mexicano. Amo o Brasil, amo as pessoas morenas“, acrescentou. Ela pediu menos ódio nas redes sociais e que os internautas pensem e formem suas próprias opiniões.
Entenda a controvérsia envolvendo Karla Sofía Gascón
A polêmica com a atriz surgiu após a jornalista Sarah Hagi compartilhar capturas de antigas publicações de Gascón nas redes sociais, nas quais ela criticava a cultura muçulmana, o caso de George Floyd e o Oscar.
Em entrevista para Juan Carlos Arciniegas da CNN, Gascón – que fez história ao ser a primeira pessoa abertamente trans indicada para um Oscar em uma categoria de atuação – ofereceu “as mais sinceras desculpas a todas as pessoas que possam ter se sentido ofendidas”.
Gascón, que desativou seu perfil no antigo Twitter após a polêmica, se desculpou nesta semana pelas postagens. “Quero abordar o assunto das minhas antigas e prejudiciais publicações nas redes sociais”, disse a atriz em comunicado enviado para a CNN. “Como integrante de uma comunidade marginalizada, conheço esse sofrimento muito bem e me arrependo profundamente de ter causado dor. Ao longo da minha vida, lutei por um mundo melhor. Acredito que a luz sempre prevalecerá sobre a escuridão.”
Em uma dessas publicações, originalmente em espanhol, Gascón comentou o caso de George Floyd, que faleceu em 2020 após uma abordagem policial em Minneapolis. “Realmente acredito que poucos se importaram com George Floyd, um viciado em drogas delinquente”, escreveu na época.
A atriz também criticou a cerimônia do Oscar de 2021, que ocorreu durante a pandemia de Covid-19. “Os #Oscars estão cada vez mais parecendo uma cerimônia de premiação de cinema independente e vingativa, eu não sabia se estava assistindo a um festival afro-coreano, uma manifestação do Black Lives Matter ou ao 8 de Março”, escreveu durante a premiação. A atriz também foi removida do material promocional de “Emilia Pérez” para o Oscar.
*Com informações de Flávio Pinto



