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Livro revela o que a grande mídia não conta sobre a Palestina

Livro revela o que a grande mídia não conta sobre a Palestina

Livro revela o que a grande mídia não conta sobre a Palestina

Livro expõe o que a mídia convencional omite sobre a Palestina

No ano passado, ministrei na Universidade Federal de São João del-Rei o curso “Geopolítica palestina, discursos midiáticos e ensino de Geografia”. O objetivo era desmistificar as informações distorcidas veiculadas pela mídia brasileira, que tende a glorificar os colonizadores sionistas e demonizar o povo palestino. Além de identificar os mecanismos de manipulação presentes na nossa imprensa hegemônica, buscamos resgatar a historicidade da geopolítica palestina, frequentemente negligenciada pelos discursos midiáticos estratégicos.

Exploramos a antiquíssima história da Palestina, evidenciando o profundo vínculo de pertencimento à terra que a população nativa mantém há milênios, bem como a sua organização como entidade geopolítica desde tempos remotos. Por outro lado, os israelenses, predominantemente de origem europeia, recorrem a narrativas falsas e a interpretações das Escrituras para fundamentar o mito do “povo que retorna à terra de seus antepassados”.

Em outra etapa do curso, analisamos como o sionismo, desde os primeiros momentos de colonização da Palestina, utilizou conhecimentos geográficos para perpetrar o genocídio da população local. Através de técnicas de mapeamento, aldeias palestinas foram atacadas e suas lideranças perseguidas. A paisagem natural palestina, notavelmente marcada pelas oliveiras, foi amplamente substituída por vegetação de origem europeia, numa tentativa de estabelecer uma suposta ligação com a Israel bíblica. A manipulação da demografia local visa assegurar a supremacia judaica sobre outros grupos étnicos, sendo que atualmente, a tecnologia geoespacial, como o Lavender, uma inteligência artificial sionista, é empregada para decidir quem será alvo de bombardeios em Gaza.

Durante esse período, escrevi diversos artigos sobre os temas abordados em sala de aula em veículos de imprensa progressistas, como a Revista Fórum. Acredito que uma das missões da universidade é difundir os conhecimentos gerados para um público mais amplo, de maneira acessível e esclarecedora.

Agora, esses textos foram compilados no recém-lançado livro “Palestina na geopolítica global pós-2023: narrativas e contranarrativas” (Editora CRV). Na obra, convido o leitor à reflexão crítica, à solidariedade e à defesa pela libertação do povo palestino. Procurei não apenas oferecer uma análise geopolítica, mas também disponibilizar uma ferramenta de combate embasada científica e politicamente.

Neste livro, resgato a longa história do povo palestino, frequentemente apagada pelo sionismo; denuncio o apoio de setores cristãos extremistas brasileiros a Israel; examino as diversas posturas dos grupos sociais brasileiros em relação ao conflito entre israelenses e palestinos; exponho distorções no sistema educacional sionista; e mostro como a geopolítica palestina pode ser interpretada através da lente da Geografia, revelando como a mídia brasileira desumaniza os palestinos, omite contextos e naturaliza a violência israelense. Deixo claro que o livro não é imparcial, pois não há neutralidade possível diante de um genocídio, o qual foi o primeiro a ser televisionado, como bem destacou a Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL).

O prefácio da obra é assinado por Ualid Rabah, presidente da FEPAL. Mais do que uma simples introdução, o texto de Rabah oferece uma análise profunda sobre as estratégias do projeto colonial sionista, fundamentado na necessidade de extermínio da população nativa, algo inédito mesmo nos padrões do colonialismo.

Como afirmado em um dos artigos reproduzidos no livro, a causa palestina é um símbolo de resistência global contra o imperialismo, o supremacismo racial de Israel e a violência direcionada às mulheres, incluindo práticas para minar a reprodução palestina, como o infanticídio. Com um histórico sombrio, o sionismo se equipara a regimes abomináveis da história, como o fascismo e o nazismo. Portanto, ser antifascista é ser antissionista.

Em resumo, na busca por uma sociedade mais justa, apoiar a causa palestina e lutar por uma Palestina verdadeiramente livre, do rio ao mar, é um imperativo para todos os que almejam a humanidade.

Link do livro: https://loja.editoracrv.com.br/produtos/39993/

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