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Mãe de vítima de feminicídio preenche luto cumprindo papéis de mãe e pai dos netos: 'Isso ajuda a continuar'

Mãe de vítima de feminicídio preenche luto cumprindo papéis de mãe e pai dos netos: 'Isso ajuda a continuar'

Mãe de vítima de feminicídio preenche luto cumprindo papéis de mãe e pai dos netos: 'Isso ajuda a continuar'

Mãe de vítima de feminicídio preenche luto assumindo responsabilidades maternas e paternas pelos netos: ‘Isso auxilia a seguir em frente’

Mãe de vítima de feminicídio preenche luto assumindo responsabilidades maternas e paternas pelos netos. A perda da filha única em um caso de feminicídio impacta diariamente a vida de Mariza dos Santos, mãe de Larissa dos Santos Silva. Desde a tragédia, a vida de Mariza foi completamente transformada, sendo agora responsável por criar os quatro netos.

Mariza compartilhou: “Sou mãe, avó, pai, avô, sou tudo para eles. É uma correria… Levar um, buscar o outro, colocar no carro, tirar do carro. Mas isso me ajuda a seguir em frente. Se não fosse por eles, eu não conseguiria”.

Larissa foi assassinada a tiros pelo marido ao retornar do trabalho. A violência que ela sofria em casa culminou em um trágico desfecho presenciado de perto pelas crianças, que agora dependem da avó.

Sueli Oliveira Silva é a mãe de Camila Oliveira Silva, outra jovem vítima de feminicídio em Campinas no ano anterior. Camila foi atropelada três vezes pelo ex-companheiro, um dia após ele furar os pneus de seu carro no trabalho.

Sueli relatou que reza diariamente em busca de forças e faz um alerta para quem está em um ciclo de violência: “Saia dessa, pois eles não hesitam duas vezes”.

‘Melhor filha do mundo’

Larissa dos Santos Silva foi morta pelo marido em setembro de 2025, em Campinas (SP). Larissa nasceu em 12 de junho de 1996, no Dia dos Namorados, como lembra sua mãe, Mariza. Mariza descreveu Larissa como uma menina muito doce e boa, sendo a melhor filha do mundo.

Larissa e Bruno William da Silva se conheceram na adolescência, aos 13 e 15 anos, respectivamente. Ao longo dos 16 anos de relacionamento, tiveram quatro filhos. Mariza revelou que as violências e agressões eram frequentes no relacionamento.

Larissa foi morta em setembro do ano anterior, com tiros disparados pelo marido ao chegar em casa após o trabalho, em Campinas (SP).

Na madrugada do crime, Bruno, segundo a mãe, estava com ciúmes porque Larissa trabalhava como atendente durante a noite. Ao abrir o portão de casa, Larissa foi baleada no peito. Tentou fugir, mas foi atingida nas costas. Os quatro filhos do casal estavam presentes na residência.

O marido se entregou à polícia uma semana depois e está detido há cinco meses. O caso está sob segredo de Justiça.

‘Queria minha filha de volta’

“Queria minha filha de volta”, disse Sueli Oliveira Silva após a morte de Camila Oliveira Silva, assassinada em Campinas (SP) em outubro de 2025. Em outubro do ano anterior, Camila morreu após ser atropelada três vezes pelo ex-companheiro, Edenísio Júlio Teixeira.

Sueli compartilhou: “Eu faço muitas orações e peço a Deus todos os dias por forças. Eu queria minha filha de volta”. Camila e Edenísio se conheceram quando ela tinha 14 anos, ficando juntos por quase 20 anos e tendo três filhos. O relacionamento era marcado por controle e brigas, segundo a mãe.

Dois meses após a separação, Camila iniciou um novo relacionamento e a perseguição aumentou. No dia 17 de outubro, Edenísio furou os pneus do carro de Camila no trabalho. No dia seguinte, ele a atropelou na rua onde morava, no Jardim Novo Maracanã.

Edenísio está detido há quatro meses, e o processo está em segredo de Justiça. Sueli busca transformar sua dor em alerta, enfatizando: “A cada dia mais e mais mulheres estão morrendo. Saia dessa, pois eles não hesitam em repetir o que fizeram com minha filha”.

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