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Maior porta de entrada de aeronaves do país, Espírito Santo ganha assessoria jurídica especializada

Maior porta de entrada de aeronaves do país, Espírito Santo ganha assessoria jurídica especializada

Maior porta de entrada de aeronaves do país, Espírito Santo ganha assessoria jurídica especializada

A aviação executiva está passando por um momento de convergência no Brasil. Em 2024, a frota de jatos do país ultrapassou a marca de 1.000 unidades pela primeira vez. No primeiro semestre de 2025, o número de jatos aumentou 6%, totalizando 1.075 em junho, em comparação com dezembro do ano anterior (1.013). Foram adicionados 62 novos jatos em operação em apenas seis meses.

O Espírito Santo, reconhecido como a principal porta de entrada para jatos importados no Brasil, está acompanhando de perto esse crescimento e fortalecendo o ecossistema de prestadores de serviços para compradores de aeronaves particulares.

O escritório de advocacia APD, localizado em Vitória, criou uma área especializada em assessoria jurídica para compradores de aeronaves, especialmente aquelas importadas. Em 2025, o escritório prestou assessoria em transações de aeronaves totalizando R$ 800 milhões, e esse valor deve dobrar no decorrer deste ano.

Dentre os modelos envolvidos nesse volume de transações estão jatos como Gulfstream G450 e G150, Phenom 300, Learjet 45, Citation M2, Mustang, CJ1, além de helicópteros da Bell, Robinson e Airbus.

O crescimento do setor pode ser atribuído a diversos fatores macroeconômicos, conforme destaca Rodolpho Pandolfi, sócio da APD. “O mercado está em alta, proporcionando uma oportunidade favorável para os compradores, com taxas de câmbio mais baixas e condições de financiamento mais competitivas.”

De olho nesse cenário, o escritório designa profissionais para atuar em todas as etapas do processo de aquisição. A assessoria inicia antes mesmo da oferta, oferecendo suporte técnico e jurídico na seleção da aeronave e nas negociações de compra.

“Trata-se de uma operação complexa. Existem etapas críticas, como a inspeção técnica, as implicações decorrentes dessa inspeção e a definição de soluções jurídicas para diferentes cenários. Todos esses aspectos precisam ser formalizados no contrato de compra e venda”, ressalta Pandolfi.

O acompanhamento jurídico se estende ao pós-pagamento, englobando a transferência do título de propriedade, a exportação da aeronave do país de origem e a importação no Brasil – com o processo de nacionalização ocorrendo pelo aeroporto de Vitória.

Após a liberação alfandegária, ainda há a fase de adequação técnica e o registro junto à ANAC, etapa que autoriza a aeronave a operar.

“Sem a assessoria jurídica adequada, o caminho se torna incerto. O comprador corre o risco de perder dinheiro, enfrentar questões regulatórias ou até mesmo ficar impedido de operar a aeronave no Brasil. O risco não é apenas financeiro, mas também operacional”, enfatiza Pandolfi.

Além de auxiliar compradores e proprietários de aeronaves, o escritório também presta assessoria a empresas que compõem a cadeia de serviços auxiliares da aviação, como operações de hangaragem e fornecimento de combustível.

“O setor aeronáutico é altamente regulamentado. Seja para operar uma aeronave, seja para oferecer serviços em um aeroporto, é essencial contar com segurança jurídica desde o início”, destaca Pandolfi.

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