Master: material apreendido é analisado há uma semana
A avaliação do material apreendido durante a Operação Compliance Zero, ligada ao caso Master, teve início há uma semana e está sendo conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A informação foi apurada pelo analista de política Teo Cury, que está acompanhando as investigações em Brasília, durante o CNN Novo Dia.
Segundo Teo, a perícia começou na última sexta-feira, após um longo processo de transferência dos materiais apreendidos. “A perícia teve início há sete dias”, explicou o analista, destacando os desafios logísticos enfrentados antes do início da análise.
O processo foi marcado por decisões judiciais polêmicas. Inicialmente, o ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que o material apreendido pela Polícia Federal fosse encaminhado ao STF e mantido sob sigilo. Após críticas e pedidos de revisão tanto da PGR quanto da Polícia Federal, Toffoli voltou atrás e determinou que o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República.
Grande quantidade de material em análise
O volume de material apreendido é considerável, abrangendo documentos, dados armazenados em nuvem e informações obtidas de celulares e computadores. As buscas e apreensões ocorreram em vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, exigindo um esforço logístico para reunir todo o material na capital do país.
“É um volume significativo de material. Ainda não há números precisos, mas fontes informaram que é uma quantidade substancial”, relatou Cury. Devido à extensão do material, não há um prazo definido para a conclusão da análise.
Após a conclusão da perícia, tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República produzirão relatórios com as conclusões da análise. “Cada instituição elaborará um relatório com as conclusões obtidas”, explicou o analista.
Investigação pode ser estendida
Além da análise do material apreendido, a investigação envolveu depoimentos realizados na segunda e terça-feira desta semana. Contudo, segundo o analista, houve certa decepção por parte dos investigadores, pois dos oito convocados para depor, cinco faltaram, um permaneceu em silêncio e apenas dois prestaram depoimento, sem contribuir significativamente para o avanço das investigações.
Assim, os cinco ausentes terão seus depoimentos reagendados pela Polícia Federal, com autorização do Supremo. O prazo da investigação já foi prorrogado por dois meses por ordem do ministro Dias Toffoli, mas não está descartada uma nova prorrogação.
“Não podemos descartar a possibilidade de uma nova prorrogação desta investigação. Tudo dependerá do progresso na análise deste material”, afirmou Teo, destacando que o grande volume de informações pode impactar o andamento da apuração.


