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Memorial dos Mamonas Assassinas deve ser inaugurado em Guarulhos nos 30 anos da morte da banda

Memorial dos Mamonas Assassinas deve ser inaugurado em Guarulhos nos 30 anos da morte da banda

Memorial dos Mamonas Assassinas deve ser inaugurado em Guarulhos nos 30 anos da morte da banda

Título: Memorial dos Mamonas Assassinas será inaugurado em Guarulhos no aniversário de 30 anos da morte da banda

O local transforma as cinzas dos músicos em árvores e marca uma nova fase na preservação da memória de Dinho, Bento, Júlio, Samuel e Sérgio.

Guarulhos inaugura nesta segunda-feira (2), data que celebra 30 anos desde o falecimento dos Mamonas Assassinas, um memorial permanente dedicado aos cinco músicos que se tornaram um dos maiores fenômenos da música brasileira nos anos 1990.

O projeto propõe um conceito simbólico e ambiental: parte das cinzas dos integrantes foi transformada em árvores que compõem o espaço de homenagem, criando um ambiente de memória viva e permanente.

Cinzas convertidas em árvores

O memorial foi concebido com base em um processo de bio-urnas, uma tecnologia que permite que cinzas humanas sejam incorporadas ao solo para o plantio de mudas.

A proposta é que cada árvore represente um dos integrantes:

  • Dinho
  • Bento Hinoto
  • Júlio Rasec
  • Samuel Reoli
  • Sérgio Reoli

A ideia central é simbolizar continuidade e renovação, transformando o luto em legado ambiental e cultural.

O espaço foi planejado para receber visitantes, fãs e familiares, consolidando-se como ponto oficial de homenagem na cidade.

O conceito, chamado de Jardim BioParque, propõe um ciclo de continuidade. Recentemente, os corpos de Dinho, Bento, Samuel, Sérgio e Júlio passaram por um processo de exumação para dar vida ao projeto. Uma parte das cinzas será utilizada para adubar cinco pés de jacarandás-mimosos, simbolizando que, embora tenham partido, a energia deles continua a alimentar a terra.

O espaço foi projetado para ser um ponto turístico tecnológico. Ao visitar o jardim, os visitantes poderão usar seus celulares para escanear QR Codes em cada árvore, abrindo um portal de conteúdos exclusivos, como clipes, bastidores raros e depoimentos inéditos. Um aplicativo permitirá até acompanhar em tempo real o crescimento das árvores para quem mora longe.

Local de memória permanente

O memorial faz parte de um conjunto de ações realizadas ao longo dos anos para manter viva a história da banda em Guarulhos.

A cidade, onde os músicos nasceram e iniciaram suas carreiras, mantém forte ligação afetiva com o grupo. O local de sepultamento sempre foi um destino constante de fãs de diversas regiões do país.

Com o novo espaço, a proposta é organizar e estruturar as visitas, além de preservar de forma definitiva a memória dos artistas.

Trinta anos da tragédia

Os Mamonas Assassinas faleceram em 2 de março de 1996, quando o avião que transportava a banda colidiu contra a Serra da Cantareira, na capital paulista.

Em menos de um ano de carreira nacional, o grupo vendeu milhões de discos e se tornou um fenômeno cultural, com sucessos como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira” e “Robocop Gay”. Mesmo três décadas depois, as músicas continuam presentes em festas, rádios e plataformas digitais.

Homenagens nesta segunda-feira

A inauguração do memorial é parte das atividades que marcam os 30 anos da tragédia. Estão previstas:

A data ressalta o impacto que os Mamonas tiveram não apenas na música, mas na identidade cultural de Guarulhos.

Legado que permanece

O memorial consolida uma nova etapa na memória da banda: transforma lembranças em um espaço físico, afetivo e simbólico.

Trinta anos depois, Guarulhos reafirma que os Mamonas Assassinas continuam vivos na história da cidade, agora representados por árvores que crescem como símbolo de permanência.

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