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Moradores relatam equipamentos quebrados, falta de água

Moradores relatam equipamentos quebrados, falta de água

Moradores relatam equipamentos quebrados, falta de água

O Parque do Ceret, um dos principais espaços de lazer e prática esportiva da Zona Leste de São Paulo, tem recebido constantes reclamações por parte dos frequentadores.

No meio de obras em andamento, os visitantes têm relatado transtornos devido à piscina fechada por meses, equipamentos de ginástica deteriorados e bebedouros com funcionamento inadequado. Esses problemas comprometem a experiência no local, principalmente nos dias de intenso calor.

A piscina do parque, a maior da América Latina com mais de 5 milhões de metros cúbicos, permanece interditada sem previsão clara de reabertura, frustrando os moradores locais que costumam utilizar o espaço para lazer e atividades físicas, especialmente durante o verão.

Em 2025, as obras de revitalização da piscina foram interrompidas devido à falta de recursos financeiros, conforme documentos públicos da gestão municipal. O Consórcio Ceret, formado pelas construtoras Progredir Ltda e Lettieri Cordaro Ltda, comunicou à Secretaria Municipal de Esportes e Lazer a paralisação da obra.

Desde setembro de 2024, foram pagos às empresas contratadas R$ 2,3 milhões para a reforma, valor que representa menos de 7% do total necessário para a conclusão da obra. Diante disso, as construtoras retiraram os trabalhadores do local na época. Atualmente, em janeiro de 2026, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer informou que 60% das obras estão concluídas, com previsão de entrega possivelmente para março.

Outras áreas com problemas

Além da área aquática, verificou-se problemas em equipamentos destinados à prática de exercícios ao ar livre. Barras metálicas apresentam desgaste na pintura e partes expostas, aumentando o risco de ferrugem, além de algumas estruturas estarem incompletas, com peças faltando.

Dois professores de calistenia que utilizam o parque para treinar alunos mencionaram dificuldades devido à precariedade dos aparelhos, que limitam os exercícios e representam perigo para os usuários.

Um frequentador e praticante de calistenia relatou: “Esses problemas persistem no parque há um bom tempo. Tentamos até organizar uma vaquinha para colocar pedras em determinadas áreas, mas não obtivemos resposta da administração do Parque. A situação tem dificultado muito a prática de exercícios.”

Danilo Morgan, professor de Calistenia, também destacou a falta de reformas e a substituição de aparelhos danificados, mencionando que inúmeros pedidos e reclamações foram ignorados pelas autoridades.

Outro ponto criticado pelos usuários são os bebedouros espalhados pelo parque, com relatos de baixa pressão da água ou falta dela, dificultando a hidratação dos frequentadores durante as atividades físicas.

Embora as reformas sejam necessárias, os usuários sentem que problemas antigos persistem sem solução. Eles pedem mais transparência sobre os prazos das obras e intervenções emergenciais para garantir condições mínimas de uso enquanto a revitalização não é concluída.

A administração do Parque não se manifestou sobre os equipamentos danificados e os problemas relatados pelos usuários, deixando quem depende do CERET para lazer e atividade física aguardando por melhorias.

Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.

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