Mulher é presa por suspeita no desaparecimento de corretora em SC; polícia investiga corpo encontrado
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Uma mulher de 46 anos foi detida em Florianópolis sob suspeita de ligação com o desaparecimento de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis. Itens pessoais da vítima foram encontrados em uma pousada, onde também foi localizado um corpo.
A prisão de Ângela Maria Moro inicialmente se deu por receptação, após a descoberta de objetos pertencentes à vítima pela Polícia Civil. Os pertences de Luciani foram achados na pousada em que a suspeita se apresentava como responsável. Durante a audiência de custódia, o juiz mencionou indícios de homicídio, resultando na prisão temporária de Ângela por 30 dias, apesar de sua negação de envolvimento.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri devido às suspeitas de compras realizadas com o CPF da vítima após seu desaparecimento. A Polícia Civil passou a monitorar os endereços de entrega dos produtos adquiridos, todos localizados em Florianópolis.
Os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que estava buscando algumas das encomendas e, com base em seu depoimento, encontraram a suspeita na pousada. Lá, foram encontradas malas com pertences de Luciani, além de objetos adquiridos em seu nome, incluindo arcos de balestra, controle de videogame e uma televisão. O carro da corretora, um HB20, também foi localizado na pousada.
Depoimentos indicaram tentativas de ocultar objetos da vítima e dificultar a atuação das autoridades. O MPSC ressaltou que os eventos vão além de um crime patrimonial. A existência de indícios de homicídio refere-se ao corpo sem identificação encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis, que está sob investigação para confirmar se pertence a Luciani Aparecida Estivalet Freitas.
Elementos apontam que a vítima foi assassinada, esquartejada e teve partes do corpo ocultadas em diferentes locais, com a participação de terceiros. O carro da corretora foi avistado em municípios próximos dias antes do desaparecimento. O corpo encontrado apresenta características compatíveis com Luciani, mas a identificação oficial aguarda exames periciais.
O desaparecimento de Luciani foi registrado após familiares receberem mensagens suspeitas, levando à suspeita de que algo estava errado. A última vez que foi vista foi no dia 4 de março. A família estranhou as conversas devido a erros gramaticais, incomuns no modo como a corretora se expressava. O irmão de Luciani encontrou seu apartamento abandonado, e clientes notaram a falta de repasses de aluguéis, algo atípico.
Luciani atuava como corretora e administradora de imóveis na região turística da Praia do Santinho, em Florianópolis, e cuidava de propriedades no Rio Grande do Sul.
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