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Nova lei de recarga de veículos elétricos em condomínios gera alerta sobre sobrecarga da rede em SP

Nova lei de recarga de veículos elétricos em condomínios gera alerta sobre sobrecarga da rede em SP

Nova lei de recarga de veículos elétricos em condomínios gera alerta sobre sobrecarga da rede em SP

Nova legislação em São Paulo autoriza recarga de veículos elétricos em condomínios e suscita debate sobre impactos na rede elétrica.

Uma nova norma em São Paulo proíbe condomínios de vetarem a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos, desde que sigam regulamentos técnicos e requisitos de segurança. Essa medida amplia a acessibilidade à mobilidade elétrica, porém também levanta preocupações sobre os efeitos na infraestrutura de energia.

Discussões abrangem mais do que condomínios

A nova regulamentação tem provocado debates entre síndicos, moradores e administradoras sobre:

  • Capacidade da infraestrutura elétrica;

  • Custos de adaptação;

  • Responsabilidade técnica;

  • Necessidade de atualização dos projetos elétricos prediais.

Entretanto, de acordo com Pedro Bittencourt, CTO da TYR Energia, os impactos vão além do ambiente condominial.

“Ao analisarmos isso sob a perspectiva da rede, o desafio se torna mais complexo. Se apenas 5% da frota de São Paulo fosse convertida para veículos elétricos, com carregadores de 7 kW nas garagens – o que equivale, na prática, a uma vaga elétrica a cada 20 – estaríamos diante de uma demanda adicional considerável na rede de distribuição. Isso pressiona os transformadores, a infraestrutura local e a capacidade do sistema como um todo”, afirma.

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Pressão sobre a rede de distribuição

Segundo o especialista, a discussão deixa de ser apenas jurídica e passa a ser estrutural e urbana.

“A eletrificação é inevitável. A tendência é clara, e a pressão sobre a rede de distribuição aumentará progressivamente. Esse tipo de legislação deve ser acompanhado de um planejamento de demanda, redistribuição de carga, inteligência energética e novos modelos de consumo”, avalia.

O aumento simultâneo de pontos de recarga em prédios residenciais pode exigir reforços em transformadores, redes locais e sistemas de medição.

Oportunidades econômicas

Mesmo com os desafios, a nova lei também proporciona oportunidades para o crescimento da mobilidade sustentável e o fortalecimento de uma cadeia produtiva local, incluindo:

  • Eletricistas especializados;

  • Empresas de software para gestão de energia;

  • Fabricantes e instaladoras de carregadores;

  • Consultorias em eficiência energética.

Além disso, a expansão da infraestrutura de recarga contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a transição energética.

Próximos passos

Especialistas defendem que o avanço da mobilidade elétrica seja acompanhado de políticas públicas integradas, planejamento urbano e investimentos na modernização da rede elétrica para garantir segurança, eficiência e sustentabilidade.