Palmeiras contesta súmula e nega “ataque de fúria” de Abel após vitória sobre o Fluminense
O Palmeiras se posicionou nesta quinta-feira (26) contestando o relato do árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) na súmula da vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na Arena Crefisa Barueri, pelo Campeonato Brasileiro. O juiz registrou que o técnico Abel Ferreira teve uma reação exaltada após o apito final e relatou ofensas direcionadas à equipe de arbitragem.
Abel foi expulso depois de contestar um lateral marcado a favor do Fluminense nos minutos finais da partida. Segundo o árbitro, o treinador teria se dirigido de forma “ríspida e grosseira” à assistente Fernanda Nandrea Gomes Antunes (FIFA/MG) e ao quarto árbitro Luiz Tisne, além de ter aplaudido “de forma irônica e debochada”.
Na súmula, Felipe Fernandes de Lima escreveu que Abel disse: “Você é cega, não viu que o lateral era para nosso time, vocês nunca veem nada, c, f**”. O árbitro também mencionou que, após a expulsão, o treinador precisou ser contido pelos membros da comissão técnica para sair do campo.
Versão do Palmeiras
Em comunicado oficial, o Palmeiras afirmou que a descrição feita na súmula “não condiz com a realidade dos fatos”. Segundo o clube, imagens do departamento de Análise de Desempenho mostram que Abel discutiu com o quarto árbitro, mas não se dirigiu à assistente Fernanda Gomes Antunes.
O Verdão também contestou a menção de aplausos de forma irônica. Segundo o clube, o treinador estava aplaudindo o zagueiro Murilo antes de cumprimentá-lo pela vitória, e não a arbitragem.
O Palmeiras também questionou o fato de a súmula não citar que o time deu a saída de bola tanto no início do jogo quanto na volta do intervalo — situação que gerou questionamentos durante a partida.
O clube informou que tomará as medidas cabíveis em relação ao ocorrido. Veja a nota na íntegra:
O relato sobre os motivos da expulsão do técnico Abel Ferreira na súmula do jogo entre Palmeiras e Fluminense, pelo Brasileirão, não condiz com a realidade dos fatos. Imagens da Análise de Desempenho do clube mostram que, após a partida, o treinador discutiu, sim, com o quarto árbitro Luiz Tisne, mas não se dirigiu à auxiliar Fernanda Gomes Antunes. Tampouco o comandante alviverde bateu “palmas de forma irônica e debochada” em direção aos membros da equipe de arbitragem – na verdade, ele aplaudiu o zagueiro Murilo antes de cumprimentá-lo pela vitória. Além disso, as imagens deixam claro que Abel, em nenhum momento, “teve que ser contido por membros de sua equipe para deixar o campo de jogo”, como descrito na súmula. Elas também mostram que o árbitro principal do confronto, Felipe Fernandes de Lima, não presenciou a discussão entre o técnico e o quarto árbitro – a decisão de punir o treinador foi baseada apenas no relato de Luiz Tisne por meio do sistema de comunicação eletrônica. A súmula do jogo é um documento importante e deve se ater somente aos fatos ocorridos, sem imprecisões ou exageros que possam distorcer a verdade.


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