Parque Fazenda da Juta é inaugurado em Sapopemba
Título: Parque Fazenda da Juta é aberto ao público em Sapopemba
O Parque Fazenda da Juta, situado na Zona Leste, foi inaugurado com a proposta de unir preservação ambiental, entretenimento e soluções sustentáveis para convivência com a água, visando proteger a biodiversidade.
Nesta quinta-feira (22), durante a iniciativa Prefeitura Presente Sapopemba, a Prefeitura de São Paulo apresentou o Parque Fazenda da Juta, o 121º parque da cidade. Localizado em uma região de grande importância ambiental em Sapopemba, na Zona Leste, o parque abriga nascentes, riachos e espécies nativas da fauna e flora em harmonia. Com um investimento acima de R$ 13 milhões, o espaço foi projetado com soluções sustentáveis que colocam a natureza como elemento central do projeto, não apenas como pano de fundo, mas como protagonista.
O Parque Fazenda da Juta segue os princípios da infraestrutura verde, sendo concebido como um “parque esponja” para absorver, reter e infiltrar a água da chuva, prevenindo enchentes e preservando os recursos hídricos locais. Passarelas suspensas garantem a permeabilidade do solo, permitindo a manutenção da dinâmica natural da área, respeitando áreas de mata densa, caracterizadas pela umidade elevada e pela presença de árvores de grande porte.
Ao inaugurar o espaço verde, o prefeito Ricardo Nunes destacou os avanços ambientais da cidade. Ele enfatizou a transformação da área, que era anteriormente degradada e invadida, em um patrimônio relevante para a preservação ambiental da cidade. O Parque Municipal Fazenda da Juta é o 13º parque entregue durante sua gestão. O prefeito ressaltou o compromisso em continuar trabalhando diariamente para aprimorar a cidade, especialmente durante a comemoração dos 472 anos de São Paulo nesta semana.
As construções do parque seguem a mesma abordagem de integração com o ambiente. Com coberturas verdes e feitas com blocos cerâmicos, as estruturas proporcionam maior conforto térmico e se harmonizam com a paisagem e o entorno urbano. Todo o projeto foi desenvolvido em conformidade com o Código Florestal Federal, preservando nascentes, corpos d’água e elementos naturais já existentes.
Na primeira fase, foram entregues 66 mil metros quadrados de área verde, contando com playgrounds, passarelas, academia ao ar livre para idosos, banheiros, fraldários, arquibancadas e mirantes acessíveis. A segunda fase do projeto, em andamento, prevê a expansão de mais 56 mil metros quadrados, totalizando 122 mil metros quadrados de parque.
A diversidade biológica é um dos destaques do novo espaço. Na região do parque, foram identificadas 25 espécies de aves, incluindo o periquito-rico, o bico-de-lacre e o suiriri. Quanto à flora, foram catalogadas 93 espécies, sendo 70 delas nativas do município, como a mirindiba-rosa e o pau-formiga, além de espécies típicas da Mata Atlântica.
Desde o planejamento até a conclusão das obras, a comunidade participou ativamente do processo. O projeto adotou o conceito de “canteiro aberto”, promovendo transparência e fortalecendo o vínculo dos moradores com o novo parque. Para o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi, essa interação foi fundamental para desenvolver um parque alinhado com as necessidades locais, com transparência e senso de pertencimento.
O secretário também destacou que o parque desempenha um papel importante na facilitação da mobilidade, estabelecendo conexões em suas entradas com toda a região. Além disso, contribui significativamente para a drenagem, atuando como um aliado essencial no combate às chuvas e valorizando o sistema de drenagem da cidade.


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