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Pedidos de medida protetiva cresceram 17,5% em SP; entenda como ordem judicial protege mulheres

Pedidos de medida protetiva cresceram 17,5% em SP; entenda como ordem judicial protege mulheres

Pedidos de medida protetiva cresceram 17,5% em SP; entenda como ordem judicial protege mulheres

Desde 2023, 120 indivíduos monitorados por tornozeleiras foram detidos pela Polícia de São Paulo ao tentar se aproximar das vítimas, violando as medidas protetivas.

No mês da mulher, o Governo de São Paulo reforça os mecanismos de proteção às mulheres no estado.

O que são as medidas protetivas de urgência?

Essas medidas são dispositivos previstos na Lei Maria da Penha para resguardar mulheres em situações de violência doméstica e familiar.

Elas possibilitam que o Poder Judiciário tome providências imediatas para interromper a violência e prevenir novos episódios, como afastar o agressor do domicílio, proibir o contato e suspender o porte de armas.

Conforme a legislação, a própria mulher pode requerer a medida protetiva, sem a necessidade de um advogado. Uma vez concedida, o agressor fica proibido de se aproximar da mulher, de seus familiares e de testemunhas, em uma distância determinada pelo Judiciário de cerca de 200 a 300 metros.

Expansão das delegacias da mulher

O estado de São Paulo possui delegacias especializadas no atendimento a mulheres vítimas de violência. Desde 2023, essas unidades policiais aumentaram em 54% no estado, totalizando 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 170 Salas DDM.

Aplicativo SP Mulher Segura

O aplicativo SP Mulher Segura possibilita solicitar medidas protetivas de forma digital, a qualquer momento do dia. Atualmente, o app conta com 45,7 mil usuárias. Uma das funcionalidades do SP Mulher Segura é o botão de pânico para mulheres com medida protetiva, facilitando o acionamento das forças de segurança. Já foram realizados 9,6 mil acionamentos, com envio imediato de policiais através de georreferenciamento.

O aplicativo também oferece uma camada adicional de proteção, cruzando a localização do agressor com a da vítima. Caso haja proximidade entre os dois, o SP Mulher Segura emite um alerta às forças policiais para o acionamento de viaturas.

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Atualmente, aproximadamente 391 indivíduos são monitorados com tornozeleiras eletrônicas em São Paulo, sendo 207 por casos de violência doméstica. Desde a implementação da medida, em setembro de 2023, ocorreram 120 prisões por descumprimento das determinações judiciais.

O estado dispõe de 1.250 tornozeleiras destinadas a casos de violência doméstica, com monitoramento 24 horas por dia em parceria com o Judiciário. Sempre que ocorre a violação da área delimitada pela decisão judicial, o Centro de Operação da Polícia Militar (Copom) aciona imediatamente a viatura e entra em contato com a vítima.

Prisão de agressores

O Governo de São Paulo também atua no combate à violência contra a mulher, realizando operações para prender agressores. O número de detenções efetuadas pelas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) em todo o estado de São Paulo aumentou 30,2% em 2025. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, foram registradas 14,2 mil prisões no último ano, em comparação com 10,9 mil em 2024.

SP Por Todas

SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas voltadas para mulheres, assim como fortalecer a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira para elas. Todas essas iniciativas e orientações estão disponíveis no site: www.spportodas.sp.gov.br/sp-por-todas.